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    quarta-feira, 23 de agosto de 2017

    Proibição de uso de celulares em UTIs neonatais tem debate entre deputados

    Com pedido de vistas, votação da proposta ficou para a próxima sessão da Assembleia Legislativa

    Márcio Fernandes (sentado) e Paulo Siufi conversam após discussão do projeto. (Foto: Victor Chileno/ALMS)
    O projeto de lei que proíbe a utilização de aparelhos celulares em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais no Estado foi alvo de debate na sessão desta quarta-feira (23) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

    De autoria do deputado estadual Márcio Fernandes (PMDB), a proposta estava prevista para ser votada definitivamente hoje, entretanto, pedido de vistas por Paulo Siufi (PMDB) adiou o pleito por mais 24 horas.

    Siufi utilizou a tribuna da Casa para criticar a proibição a médicos e enfermeiros de manusear o celular em unidades neonatais, pois seria uma forma de "cercear" o trabalho dos mesmos, e atacou a justificativa de que os aparelhos contém bactérias que podem prejudicar os bebês. E citou o biomédico Roberto Figueiredo, o Dr. Bactéria, que seria uma das inspirações para o projeto.

    "Até os aparelhos que o médico usa nas UTIs contêm bactéria, então não há por que impedir o celular. Como pediatra entendo que essa é uma forma de inibir o trabalho dos médicos", discursou Siufi. Ele defende que a restrição aos médicos e enfermeiros seja retirada do projeto.

    Por sua vez, Márcio Fernandes disse que respeita a opinião do colega, mas que Siufi fazia a defesa dos médicos, enquanto ele defende os interesses das crianças que estão nas UTIs. Ademais, sua proposta foi baseada em pesquisas em universidades do País e do exterior, e citou estudos de instituições em Valência e Barcelona, na Espanha.

    Márcio prossegui em sua defesa alegando que seu correligionário citou o "doutor bactéria" para tentar desqualificar a proposta. E que a restrição é ao manuseio do aparelho nas dependências da UTI, não impede que o celular possa entrar no recinto, apenas seu uso deve ser do lado de fora, portanto, não se trata de cerceamento.

    "O senhor veio defender a sua classe, eu prefiro defender os bebês que estão nessa situação [internados em UTI] e a população", disparou o autor do projeto.

    Siufi retomou a palavra brevemente e disse que também defendia a população, mas que não haveria como o médico se ausentar da UTI para atender ligações devido a natureza do seu trabalho.

    Por fim, Siufi pediu vistas do projeto e teve autorização do presidente do Legislativo, deputado Junior Mochi (PMDB), para analisar a proposta por mais 24 horas.

    Fonte: campograndenews
    por: Richelieu de Carlo e Leonardo Rocha


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