Campo Grande (MS),

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    sexta-feira, 21 de julho de 2017

    Filho diz à polícia que caseiro estuprou mulher de ex-vereador assassinada

    Fátima de Jesus Silveira e o ex-vereador foram encontrados mortos a facadas. Ela estava seminua e com o corpo parcialmente carbonizado 

    Da esquerda para a direita, Rivelino, Alberto e Rogério (Foto: João Paulo Gonçalves)
    Exame de DNA irá comprovar se Fátima de Jesus Silveira, 56 anos, esposa do ex-vereador Cristóvão Silveira, 65 anos, casal brutalmente morto a golpes de faca nesta semana, foi estuprada. Um dos presos pelo duplo assassinato, Rogério Nunes Mangelo, 19 anos, afirmou que o o pai dele, o caseiro Rivelino Mangelo, 45 anos, estuprou Fátima.

    Porém, não confirmou se a violência sexual foi antes ou depois de matar a vítima. Os dois, segundo a polícia, são os principais suspeitos de terem praticado o estupro. No entanto, somente laudo, que deve ficar pronto em 30 dias, irá identificar a autoria.

    Rivelino, segundo informação de amigos da família, trabalhava para o casal há pelo menos um ano. Há seis meses foi contratado para atuar como caseiro na chácara comprada pelo casal. Ele tinha passagem por violência doméstica contra a ex-mulher. 

    A vítima foi encontrada seminua e com parte das pernas queimada. Exame preliminar da perícia identificou que os suspeitos atearam fogo no corpo dela, numa tentativa clara de tentar esconder o crime sexual. 

    Rivelino, e os dois filhos, Rogério e Alberto Nunes Mangelo, 20 anos, estão presos no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros). Os três foram indiciados por quatro crimes: associação criminosa, estupro, receptação e roubo seguido de morte.

    Eles passaram por audiência de custódia na manhã de ontem (20) e o juiz converteu em preventiva a prisão em flagrante. Os três devem permanecer em uma das celas do Garras até serem levados para a penitenciária.

    O quarto suspeito, Diogo André dos Santos Almeida, 19 anos, sobrinho de Rivelino, morreu em troca de tiros com a polícia de Corumbá. O quinto envolvido no crime, identificado apenas como Gabriel, segue foragido e a polícia faz buscas. Alberto e Gabriel não teriam participação direta no crime. Alberto guardou em casa objetos roubados e permitiu que Rogério e Diogo queimasse as roupas sujas de sangue na casa dele. Já Gabriel leva a caminhonete roubado para a Bolívia.

    Os aparelhos celulares encontrados com Rivelino, em que há mensagens e gravações dos autores planejando o crime, foram apreendidos e serão submetidos a exame pericial de degravação dos áudios e mensagens do aplicativo Whatsapp.
    Rogério disse que o pai, Revelino estuprou a vítima (Foto: João Paulo Gonçalves)
    O ex-vereador e a esposa foram encontrados mortos, na terça-feira (18) na chácara Bem-te-vi, localizada na saída para Rochedo, na MS-080, cerca de 30 quilômetros de Campo Grande. Cristóvão foi morto com várias facadas, teve o rosto desfigurado e dedos decepados, o que significa que lutou com os autores.

    Crime 

    Por volta das 13h30 de terça-feira (18), Rivelino pediu socorro dizendo que sete homens em um Fiat Uno haviam invadido a chácara e feito o patrão dele refém. Ele tinha lutados com os bandidos e escapado para buscar ajuda.

    Com o pé machucado, o caseiro foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) à Santa Casa. A equipe policial, então, foi até a propriedade e encontrou os dois corpos no galpão - usado para guardar objetos. Marcas de sangue foram encontrados também na casa do caseiro e das vítimas.

    Desconfiados da versão de Rivelino, os policiais do Batalhão de Choque foram até a unidade de saúde e apreenderam três celulares com ele. Nos aparelhos, foram encontrados vários áudios em que o caseiro e os filhos planejavam o roubo do veículo. Imediatamente, o caseiro foi preso e entregou os outros suspeitos que haviam seguido com a caminhonete para Anastácio, distante 135 quilômetros da Capital.
    Armas utilizadas no duplo homicídio © João Paulo Gonçalves

    Corpos foram encontrados no galpão usado para guardar ferramentas e ração
     © João Paulo Gonçalves

    Fonte: campograndenews
    Por: Viviane Oliveira
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