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    quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

    Pesquisadoras da UEMS criam sorvete nutritivo com Maracujá do Cerrado

    Reprodução

    Um sorvete sempre é bem-vindo, principalmente, em dias mais quentes e se ele for nutritivo e fizer bem a saúde, melhor ainda. Pensando em todos estes aspectos, pesquisadoras do curso de Engenharia de Alimentos, da unidade de Naviraí, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), desenvolveram um sorvete de Maracujá do Cerrado, enriquecido com a farinha da casca.

    Segundo a pesquisa, desenvolvida pelas acadêmicas, Layane Góis de Almeida e Mariana de Melo Alves, e pelas professoras, Elisângela Serenato Madalozzo e Silvia Benedetti, o Maracujá do Cerrado, chamado de Passiflora setácea dc, além de calmante natural, também tem propriedades capazes de combater o colesterol ruim (LDL), controlar o diabetes, e tremores como os que ocorrem em pacientes que sofrem do mal de Parkinson.

    Com tantos benefícios, uma alternativa ao aproveitamento total do fruto é o uso de seus resíduos (especialmente cascas) como matéria-prima para a produção de alimentos, perfeitamente fácil de serem incluídos na alimentação humana.

    “Sendo o sorvete uma sobremesa muito consumida no Brasil é um ótimo veículo de incorporação de ingredientes funcionais. A finalidade da incorporação é fazer desta sobremesa gelada um produto enriquecido nutricional-mente, pois os consumidores em geral desejam alimentos que supram suas exigências de forma saudável e com alto padrão sensorial”, ressaltaram as pesquisadoras.

    Cerrado

    O Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas frescas e quase toda a produção é destinada ao abastecimento interno. Dentre os biomas brasileiros que fazem parte desta produção está o Cerrado. Os frutos das espécies nativas deste bioma apresentam um elevado valor nutricional, além de atrativos sensoriais como cor, sabor e aroma peculiares e intensos.

    “Com a utilização das frutas regionais estamos valorizando o bioma Cerrado, que possui grande diversidade, aproveitando o potencial regional com essa utilização e aumentando a variedade de frutas adicionadas em nossa dieta!”, enfatizou a docente, Elisângela Madalozzo.

    Continuidade

    Este projeto de iniciação científica já foi encerrado, porém a professora Elisângela e a acadêmica Layane estão desenvolvendo um novo projeto onde serão elaborados iogurtes enriquecidos com whey protein e adicionadas polpas de frutos, como manga e Maracujá do Cerrado.


    Fonte: ASSECOM


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