Campo Grande (MS),

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    quarta-feira, 9 de novembro de 2016

    Índios entram em acordo com Ministério da Saúde e encerram protestos

    Índios fecharam a rodovia em Dourados contra propostas do Governo Federal (Foto: Helio de Freitas)

    Foi encerrado o protesto realizados por índios na rodovia MS-156 em Dourados - cidade localizada a 233 km de Campo Grande - na tarde desta quarta-feira (9). Eles entraram em acordo com o Ministério da Saúde, que prometeu atender as reivindicações do grupo. Em Mato Grosso do Sul, também houve protestos na rodovia MS-384.

    Os indígenas pedem que os DSEIs (Distrito Sanitário Especial Indígena) e a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) continuam com autonomia e que a saúde indígena não sofra municipalização ou qualquer tipo de terceirização.

    As reivindicações já foram feitas em Brasília (DF), mas como a resposta foi insatisfatória, mais protestos ocorreram, fechando no Estado as rodovias MS-156, que liga Dourados a Itaporã, e a MS-384, entre Antônio João e Bela Vista.

    Porém, em reunião nesta quarta, a chefia do Ministério da Saúde atendeu parte dos pedidos, enviando ofício às lideranças indígenas, que então encerraram os protestos que estavam sendo realizados, liberando as rodovias.

    No caso, o Ministério frisa que vai garantir a continuidade do atual modelo de convênio até dezembro de 2017, garantindo também que vai rever atos administrativos tomados e que possivelmente afetem a autonomia dos DSEIs.

    Além disso, a pasta federal promete que irá solicitar à Casa Civil uma proposta que estabeleça critérios para a indicação de coordenadores distritais, ouvindo as lideranças e organizações indigenistas. Já a homologação de planos distritais de saúde prosseguiram a cargo da Sesai.

    Outra promessa feita é a de dar prioridade aos repasses de verbas para a saúde indígena, garantindo-os até o término da vigência dos convênios. No Brasil, três ONGs cuidam da contratação dos funcionários.

    A SPDM (Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina) atua no Norte, recebendo R$ 132 milhões, enquanto o IMIP (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira) atua no Nordeste e recebe R$ 143 milhões.

    A Missão Evangélica Caiuá, que fica em Dourados, atende 19 distritos - incluindo os DSEIs de Mato Grosso do Sul. Em 2016, a Missão Caiuá está recebendo R$ 497 milhões, valor usado para pagar os profissionais de saúde que atendem nas aldeias.



    Fonte: campograndenews
    por: Nyelder Rodrigues e Helio de Freitas, de Dourados
    Link original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/indios-entram-em-acordo-com-ministerio-da-saude-e-encerram-protestos

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