Campo Grande (MS),

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    quinta-feira, 10 de novembro de 2016

    Gestão de recursos hídricos é debatida junto a empresários em Três Lagoas

    Divulgação

    Gestores de empresas que fazem captação de água ou descarte de efluentes resultantes do processo industrial no município de Três Lagoas (MS) debateram, na tarde ontem (09/11), no auditório do Hotel OT, sobre gestão de recursos hídricos durante evento promovido pelo Coema (Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente) da Fiems, Imasul e a Fibria.

    Segundo o presidente do Coema da Fiems, Isaías Bernardini, o evento foi uma solicitação do Governo do Estado, por meio da Semade (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico). “Todo usuário de recursos hídricos precisa de autorização, precisa ter a outorga do uso da água. Por isso promovemos este evento, para esclarecer os principais pontos do instrumento de outorga para os gestores industriais da região de Três Lagoas”, pontuou.
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    O gerente de recursos hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio Costa, foi um dos palestrantes e falou sobre o instrumento de outorga em vigência no Estado desde 2015. “Ele tem o objetivo de fazer o controle efetivo da qualidade e da quantidade dos recursos hídricos de Mato Grosso do Sul, garantindo para todos os usuários, inclusive a indústria, que não falte água de qualidade no futuro”, explicou.

    João Lages Neto, consultor em meio ambiente industrial da Fibria em Aracruz (ES), levou aos participantes a experiência com o gerenciamento de recursos hídricos em regiões com escassez de água. “Os Estados das regiões Sudeste e Nordeste apresentam graves problemas relacionados à qualidade e à quantidade da água consumida e Mato Grosso do Sul, mesmo distante destes cenários, precisa se precaver. As empresas precisam avaliar a responsabilidade, enquanto agentes e usuários no processo de produção”, frisou.

    A engenheira florestal Mariana Amaral assistiu as palestras e ficou preocupada com a falta de informação entre os gestores industriais. “Por isso achei muito importante a presença de profissionais de outros Estados, onde a escassez de água já é uma realidade. Isso nos leva à reflexão e nos deixa alertas em relação à legislação e ao futuro”, comentou.



    Fonte: ASSECOM
    Por: Daniel Pedra


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