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    segunda-feira, 24 de outubro de 2016

    Rodrigo Maia diz que 'ambiente está favorável' para a votação da PEC 241

    Votação está prevista para ocorrer nesta terça-feira (25), em Brasília. Maia crê que o resultado da votação será positiva para o governo.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, participa de evento em São Paulo ao lado do senador Aloysio Nunes (PSDB), do prefeito eleito de São Paulo João Doria (PSDB), Luiz Furlan (Grupo Lide) e do ministro da Justiça Alexandre de Moraes (Foto: Tahiane Stochero/G1)

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta segunda-feira (24) durante evento em São Paulo que o "ambiente está favorável" para a votação da PEC 241, que limita os gastos do governo. A votação está prevista para ocorrer nesta terça-feira (25), em Brasília.

    "Acho que o ambiente está favorável, tenho certeza que há um convencimento da maioria dos parlamentares, dos deputados, da importância da aprovação do teto para depois entrar na discussão da reforma da Previdência. Acho que tá caminhando para um bom resultado amanhã", afirmou.

    O governo Michel Temer oferece um jantar à base aliada na noite desta segunda-feira visando garantir que os deputados estejam em Brasília nesta terça para aprovar em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para o gasto público.

    Por se tratar de uma PEC, são necessários os votos favoráveis de 308 dos 513 deputados. Como algumas cidades terão segundo turno no próximo domingo (30), há parlamentares envolvidos diretamente com as campanhas municipais, o que poderia esvaziar a votação no plenário da Câmara.

    Reformas

    Maia disse que com as reformas - a do teto dos gastos públicos e a da previdência, ambas apresentadas por Michel Temer -, o governo mostrará aos brasileiros e investidores que está contornando a situação econômica. "O estado vai deixar de crescer para que o setor privado possa crescer. Quando o Brasil cresce, a renda do brasileiro cresce. A gente vai apostar tudo no crescimento do setor privado e no crescimento da renda das pessoas", defendeu Maia.

    "Acho que a gente fecha esse primeiro ciclo de reformas e vamos caminhar para as outras mostrando aos brasileiros e aos investidores que o Brasil está voltando ao rumo certo, ao rumo do reequilíbrio fiscal das suas contas", completou.

    Ele ressaltou que o que importa para o governo é sair vencedor nesta segunda votação. "O importante para a base do governo é ganhar e eu acredito nessa matéria é ter 308 votos. Tudo que for acima desse número será muito bem vindo. A gente espera que possa ter um resultado tão bom quanto no primeiro turno. O importante é a vitória para que a matéria vá ao Senado", declarou. O deputado federal disse ainda que o importante é que a votação no Senado, necessária para a aprovação da PEC 241, ocorra até o dia 14 de dezembro.

    Questionado se já há um calendário de reformas a serem votadas, Maia disse esperar que a da Previdência ocorra ainda em 2016. "Nós estamos fazendo uma corrida de obstáculos, se não tem a PEC do teto, não tem a Previdência. Eu tenho a convicção de que as reformas do teto, da previdência e trabalhista precisam ser aprovadas nesta sequência. A reforma tributária precisa que todas as outras sejam aprovadas, para que a médio e a longo prazo tenha a redução da carga tributária", disse Maia, que também defendeu novos sistemas para o FGTS.

    "Vai ser um debate duro, a base do governo e o governo deve estar muito bem preparados para a comunicação, para explicar para o cidadão o porquê da reforma, a gente sabe que se a reforma não for feita há um risco grande de não ter dinheiro para pagar a Previdência".

    Herança fiscal do PT

    Maia também falou sobre a "herança irresponsável do ponto de vista fiscal" que recebeu do Partido dos Trabalhadores, e que agora os partidos da oposição irão colocar "falsas verdades" nas redes sociais contra as propostas.

    "Tenho certeza que temos um ótimo resultado e que vai revolucionar a forma como governaremos o Brasil, e a PEC gera exatamente isso, inclusive para discutimos o orçamento [do país] com mais responsabilidade porque hoje discutimos quase como uma peça de ficção".

    "É a primeira vez que o governo não encaminha uma reforma em cima do bolso do trabalhador. As reformas vêm para garantir ao trabalhadores um Brasil melhor", completou o presidente da Câmara.

    Prisão de Eduardo Cunha

    Maia ressaltou que a prisão do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não irá impactar nos trabalhos da Casa.

    "Acho que não vai impactar. É um momento triste, ninguém fica feliz por um ex-deputado, um ex-presidente da Câmara preso, mas acho que isso não trará influência nas votações da Câmara. Nós temos na Câmara um ambiente positivo, um ambiente que acho que a gente vai conseguir votar a matéria do pré sal ainda hoje e a votação do teto amanhã".

    O presidente da Câmara afirmou que recebeu uma herança do governo anterior com milhões de desempregados e querem diminuir esse número para menos de 10 milhões após a aprovação das reformas.



    Do G1 São Paulo
    Por: Tatiana Santiago e Tahiane Stochero

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