Campo Grande (MS),

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    quinta-feira, 13 de outubro de 2016

    ARTIGO| Bons lares, bons filhos!

    *Por: Wilson Aquino

    Não é uma regra, mas estudos comprovam que jovens criados em bons lares, especialmente ambiente Cristão, na sua maioria, não se envolvem com o mundo da violência, das drogas, da prostituição ou qualquer outro caminho indesejável que os levariam à desgraça, à perdição.

    Exemplos não faltam aqui, ali, em todo lugar, de meninas e meninos protagonistas de barbáries inacreditáveis, de brigas, espancamento e morte.

    E quando ouvimos uma adolescente confessar a um delegado de polícia que ela, juntamente com outras colegas, espancou violentamente uma menina, por motivos fúteis e que só está arrependida de não tê-la matado... como cidadãos, nos desabamos incrédulos e pesarosos por constatarmos quão perdidos estão muitos dos nossos jovens e adolescentes.

    Outro caso de grande repercussão, o do jovem que por urinar num pneu de um veículo, foi espancado, violenta e covardemente por um grupo de jovens, quase até à morte.

    Se esses fatos, que estão se tornando cada vez mais corriqueiros nesses últimos tempos, nos estarrecem, penso em como devem sofrer os pais desses meninos e meninas em seus lares, que tiveram seus alicerces familiares ruídos, destruídos.

    É responsabilidade dos pais educar, orientar e prevenir as crianças, desde cedo das consequências que sofreriam pelas escolhas erradas que por ventura venham tomar na vida.

    A pais presentes não basta apenas impor autoridade para fazer prevalecer sua vontade. É preciso muito mais que isso. É preciso diálogo! Muita paciência, persistência e perseverança na educação e convivência no dia a dia e sobretudo muito amor.

    É preciso ouvi-las e ser criativo para mostrar-lhes as consequências das suas escolhas e nutri-las de verdades e virtudes procedentes de exemplo próprio, principalmente.

    O fim dos encontros e reuniões familiares, práticas que se perderam há muito tempo, desde que a televisão, o computador e a tecnologia, invadiram os lares, desestabilizando os alicerces, desatando os laços e isolando pais e filhos entre as paredes da casa, transformando-os em pessoas estranhas, desconhecidas umas das outras.

    Pais e filhos já não se encontram mais, vagam no labirinto de onde um dia já foi(?) um lar. Vivem em mundos diferentes, jogados à própria sorte. Perderam o diálogo porque fracassaram. Não perseveraram na força que deveria ser maior e mais forte: a família!

    Como se não bastasse isso, o adolescente, que naturalmente, num determinado tempo, começa a achar os pais “chatos”, ficam ainda mais distantes quando os pais não perseveram em permanecer presentes e atuantes.

    Pais que não perseverarem na educação dos filhos, possivelmente vão perde-los.

    E o mais grave de tudo isso é que eles (pais) se esqueceram ou nunca souberam que a presença de Deus nos lares inibe o mal, aflora o verdadeiro amor, a alegria, a harmonia e fortalece e frutifica bons pensamentos, atos e ações!

    Crianças e jovens em ambientes assim, certamente crescem, em corpo e mente, virtuosos e saudáveis. Raramente enveredam por caminhos tristes e tortuosos.

    E o melhor de tudo na vida é que mesmo para as famílias esfaceladas, destruídas, sempre é tempo de mudar e contar com Deus para restabelecer a ordem das coisas e estabelecer um lar Cristão para que todos possam viver, de fato, em amor e alegria.


    *Jornalista e Professor

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