Campo Grande (MS),

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    quarta-feira, 7 de setembro de 2016

    Ministro ironiza protesto: '18 pessoas em 18 mil. A dimensão está boa'

    No desfile de Brasília, presidente ouviu aplausos e gritos de 'Fora, Temer'. Para Eliseu Padilha, não há democracia sem liberdade de manifestação.

    O chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (esq.), cumprimenta o presidente Michel Temer no palanque do desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios (Foto: Beto Barata / PR)

    O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta quarta-feira (7) à TV Globo, após o desfile de 7 de Setembro, em Brasília, que não há democracia sem manifestações e minimizou os protestos que partiram das arquibancadas em frente ao palanque oficial.

    Ao chegar ao palanque para dar início ao desfile, o presidente Michel Temer foi recebido com gritos de "Fora, Temer" e "golpista" por uma parte do público e com aplausos por outra parte, que reagiu gritando "Fora, comunistas" e "Nossa bandeira jamais será vermelha".

    "Dezoito pessoas em 18 mil. A dimensão está boa", respondeu Padilha ao ser indagado sobre a dimensão da manifestação de uma parcela da arquibancada.

    Para o ministro, a democracia implica liberdade para protestos. "Vocês já ouviram falar em democracia que não haja liberdade de manifestação?", indagou.

    Ao final do desfile, quando Temer desceu do palanque para se dirigir ao carro oficial, um grupo entoou o coro "Golpistas, fascistas, não passarão" (veja vídeos abaixo).

    De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, o público das arquibancadas situadas em frente ao palanque oficial era formado por convidados do Palácio do Planalto. Todos os servidores do palácio têm direito a convites, sem triagem prévia, somente com o fornecimento de nome e foto do convidado por razões de segurança, informou a assessoria.

    O evento do 7 de Setembro foi a primeira aparição pública de Temer depois de ter sido empossado presidente após o impeachment de Dilma Rousseff. Logo depois da posse, no último dia 31, ele viajou para a China, onde participou do encontro de cúpula do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) e chegou de volta ao Brasil nesta terça-feira (6).



    Do G1, em Brasília

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