Campo Grande (MS),

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    domingo, 4 de setembro de 2016

    ARTIGO| Agosto nos brindou com dois presentes

    Waldir Guerra*

    O impeachment da presidente Dilma Rousseff foi o assunto desta semana passada, sem dúvida. Ocupou inteiramente o lugar da Olimpíada na imprensa, o que foi uma pena porque deixamos de lado a empolgante euforia dos jogos para dar lugar à discussão de um mandato presidencial. 

    Apesar de agosto sempre ter sido considerado um mês azarento para acontecimentos políticos no Brasil, este ano, os dois maiores acontecimentos que ocorreram no país foram muito benéficos para nós e aconteceram em agosto: A Olimpíada, que começou e terminou nesse mês de agosto foi um sucesso total e o fim do governo de Dilma Rousseff também aconteceu no último dia de agosto – apesar de saber que muitos discordam – isto fez bem ao Brasil, sim. 

    Quanto a Olimpíada, além da satisfação que nos trouxe, ainda vai nos dar bons retornos positivos e por muitos anos. Você ainda vai se sentir muito bem quando ouvires elogios de algum estrangeiro ao se referir a RIO 2016. Vai, sim e garanto que ficarás orgulhoso do teu país. 

    (Agora aqui, me perdoe, mas preciso abrir um parágrafo para dizer que estranhei ninguém ter citado que a Olimpíada veio para o Brasil pelo esforço pessoal do ex-presidente Lula. Sei que ao dizer aqui pouca importância tem, mas foi imperdoável a louvação feita para si próprio do presidente do COI no encerramento da Olimpíada e não ter sequer citado o nome daquele que realmente usou todos seus poderes para conquistar esse direito).

    Quanto ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, sim, ele era necessário. Necessário porque ela não tinha mais capacidade para governar o país. Além de lhe faltar capacidade de dialogar com os congressistas, na esfera mundial ela também continuava na contramão. 

    O mundo continua se globalizando cada vez mais e cada vez mais regimes como o comunismo cubano e o bolivarianismo venezuelano estão se extinguindo. Dilma continuou ligada a eles e sua queda faz parte de mais um passo na extinção do bolivarianismo. O Brasil é apenas mais um país onde o bolivarianismo se extingue. A Venezuela será o próximo país.

    Tanto isso é verdade que na quinta-feira da semana passada milhares de pessoas foram pra rua na capital, Caracas, pressionar pela revogação do mandato do presidente Maduro. Lá também os defensores de Maduro estão alegando ser um golpe dos opositores quererem tirá-lo do poder; lá também muitos irão perder as boquinhas no governo; lá também o governo vai cair – até porque passou do ponto de tão “maduro”.

    Aqui quem passou do ponto de maduro é o PT que vai colher na eleição do mês que vem a resposta do povo às más administrações que fez nos seus governos.

    Quanto ao Congresso, claro dependendo ainda do que fizer para enfrentar as reformas, pelo menos até aqui mostrou bons serviços. E entendo que as palavras que o senador Renan Calheiros disse ao agora presidente Michel Temer na posse: ”Estamos juntos” não significa que ele, Renan, vai lhe dar apoio total, mas pode ser que estarão juntos se forem julgados culpados nas acusações da Lava Jato, ou seja: não estarão inelegíveis. Só isso.

    É otimismo, sim, mas o mês de agosto deste ano nos brindou com dois bons presentes. Agora é acreditar que tudo vai melhorar e o povo brasileiro, hoje bem mais conscientizado vai votar bem nas eleições do mês que vem.


    *Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal. (wguerra@terra.com.br) 

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