Campo Grande (MS),

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    sexta-feira, 22 de julho de 2016

    'Não autorizei pagamento de caixa 2 a ninguém', afirma Dilma Rousseff

    Afirmações da presidente afastada foram dadas a uma rádio do Recife. Na entrevista, por telefone, ela elogiou o ministro Henrique Meirelles.

    presidente afastada Dilma Rousseff (PT) - Divulgação/Arquivo

    A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) disse, na manhã desta sexta-feira (22), em entrevista a uma rádio do Recife, que não está preocupada com caixa dois. "Não autorizei pagamento de caixa dois a ninguém. Na minha campanha, procurei pagar só o valor que devia”. Dilma ressaltou que, se houve pagamento, não foi com o consentimento dela.

    As afirmações foram feitas um dia depois de o ex-marqueteiro do PT João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, terem admitido essa prática, pela primeira vez, ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

    O casal afirmou, na quinta-feira (21), que o pagamento de US$ 4,5 milhões feito pelo engenheiro Zwi Skornick foi de caixa dois da campanha presidencial, em 2010. Mônica disse que o pagamento era referente a uma dívida de campanha do PT. Segundo ela, restou uma dívida de quase R$ 10 milhões que não foi paga. [Veja vídeo abaixo].

    Henrique Meirelles

    Na entrevista, feita por telefone diretamente de Brasília, Dilma Rousseff também falou sobre o ministro da Fazenda do governo interino de Michel Temer, Henrique Meirelles. “Não vejo nenhum defeito na pessoa de Henrique Meireles. É capaz e competente”, declarou.

    Ela voltou a falar do processo de afastamento da Presidência da República. Disse que está lutando para permanecer no cargo. “É preciso respeitar os votos. Não há base para o processo. Sindicâncias e perícia do Senado mostraram que não há dolo nem autoria. Por isso, não há crime”,acrescentou.

    Dilma também contestou uma afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que houve o desgaste com parte da população por “ter mexido no bolso do trabalhador”. “Nós não fizemos isso. Nós corrigimos distorções. Houve auditoria sistemática nos benefícios. Mantivemos o Minha Casa, Minha Vida. O que o governo provisório está fazendo? Está acabando com o programa da Faixa 1, que é o coração do Minha Casa, Minha Vida”.

    Dilma também criticou o aumento do Bolsa Família, autorizado pelo presidente em exercício. “Ele deu mais tarde. Os 12% dele equivalem aos meus 9% de aumento, o que eu iria dar. Acho excesso dar aumento para os que ganham mais, como ele está fazendo. Diante das dificuldades, não pode dar aumento para camadas do funcionalismo que ganham mais”.

    O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), disse, por telefone, ao G1, não concordar com as afirmações feitas pela presidente afastada. "Nossa missão é salvar o Minha Casa, Minha Vida. Esse ano, até o seu afastamento, ela não contratou nenhuma unidade na Faixa 1 do programa. Nós estamos retomando 50.100 unidades da faixa 1, com valor aproximado de R$ 1,2 bilhão. Dilma deixou as obras completamente paralisadas", ponderou o ministro.





    Do G1 PE

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