Campo Grande (MS),

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    sábado, 23 de julho de 2016

    LAGUNA CARAPÃ| Produtores Rurais e comerciantes protestam contra invasões indígenas

    Manifestantes fizeram uma carreata pelas ruas da cidade em protesto contra invasões indígenas. Comércio fechou as portas durante uma hora em apoio.

    O Sindicato Rural de Laguna Carapã e a Associação Comercial e Empresarial de Laguna Carapã (ACELC) realizaram na tarde de ontem (22) uma manifestação pacífica contra as invasões indígenas que estão ocorrendo nas terras que constam na portaria da Funai que demarca a área de 55 mil hectares de estudo “Dourados Amambaipeguá I”.

    A Manifestação teve início às 15:00 horas com a concentração de produtores rurais, comerciantes e populares em frente ao Ginásio de Esportes Agenor Nava, onde os manifestantes empunhavam faixas com dizeres contra as demarcações e invasões de terra, pedindo CPI na Funai e chamando a atenção das autoridades para a situação de segurança da região.

    Após a concentração os manifestantes saíram numa grande carreata pelas ruas da cidade. A manifestação durou uma hora e durante esse período todos os comércios da cidades fecharam suas portas em apoio ao protesto.
    Divulgação

    De acordo com o Presidente do Sindicato Rural de Laguna Carapã, João Firmino Neto, essa manifestação é uma forma de protesto para chamar a atenção de todos para a situação que está acontecendo com as invasões de terra, “as invasões de terra que ocorreram com a publicação da portaria estão causando grandes transtornos para todos, produtores rurais estão sendo expulsos de suas terras e suas propriedades estão sendo depredadas, são 10 mil hectares demarcados em nosso município, isso acarretará em grande prejuízo, afetando a arrecadação do município, diminuindo emprego, renda e afetando o comércio local, todos estão envolvidos, não é só o produtor rural que sofre”, explicou João Firmino.

    Segundo o Presidente da ACELC, José da Silva, o Zezinho, esse movimento visa repudiar as invasões de propriedade privadas por indígenas, “temos receio que essas invasões se alastrem para a cidade, o comércio está sendo afetado com essa situação, não temos segurança para trabalhar e entregar nossos produtos, pois estamos refém dos indígenas que ocupam a rodovia que liga Laguna à Caarapó, que sequestram os caminhões que fazem entregas” destacou Zezinho.

    O presidente da ACELC se referiu a uma situação que aconteceu há poucos dias, quando um comerciante de Laguna Carapã teve seu caminhão tanque sequestrado pelos indígenas ao tentar fazer uma entrega de óleo Diesel em uma Fazenda, ao tentar passar pelo bloqueio indígena o motorista foi impedido e os índios ameaçaram atear fogo no caminhão, o motorista ficou horas preso no bloqueio, até que pagou um valor em dinheiro aos indígenas e foi liberado para retornar à Laguna.

    Invasões de terra e conflitos

    No último dia 12 de maio, a então presidente Dilma Roussef assinou uma nova portaria que demarca uma área indígena entre os municípios de Laguna Carapã, Caarapó e Amambai, o que tem gerado uma incerteza jurídica aos agricultores. De acordo com a medida, ao todo, serão destinados 55,6 mil hectares aos índios, da etnia Guarani Kaiowá. E cerca de mais de 100 produtores poderão ter que deixar suas propriedades.

    Com essa nova portaria, indígenas invadiram propriedades rurais no município de Caarapó, expulsando os proprietários e depredando as propriedades, causando conflitos na região.




    Fonte: ASSECOM
    Por: Simone Burin

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