Campo Grande (MS),

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    07/02/2019

    Fundação MS traz estratégias para garantir produção de soja mesmo sob estresse hídrico e térmico

    Produtores rurais de Ivinhema e Anaurilândia recebem orientações em fevereiro

    ©DIVULGAÇÃO
    Janeiro de 2019 foi um mês bastante atípico no que diz respeito a chuvas em Mato Grosso do Sul, uma vez que o período teve menos precipitação pluvial do que o esperado. Para se ter uma ideia, nos primeiros dez dias do ano em 2018, já havia chovido 68,4 milímetros, enquanto em 2019, no mesmo intervalo de tempo, choveu menos da metade.

    Essa escassez de chuvas pode causar o que é chamado de estresse hídrico, um termo utilizado para designar uma situação em que a demanda por água é maior do que a sua disponibilidade e capacidade de renovação em uma determinada localidade. Aliado ao estresse térmico, ocasionado por altas temperaturas, a produção agrícola pode acabar em prejuízo.

    O pesquisador de fitotecnia da soja da Fundação MS, André Bezerra, afirma que segundo um levantamento da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) as perdas nas lavouras de soja em janeiro podem ter chegado a 15%, mesmo com a regularização das chuvas no final do mês. O combo falta de chuva e tempo quente em algumas regiões do estado foi determinante principalmente em culturas que estavam na fase de enchimento de grãos.

    Sendo assim, o produtor alerta para alguns cuidados que os produtores devem tomar para não acabar tendo perdas na lavoura. "É necessário tomar decisões baseadas em resultados comprovados. Deve-se realizar a semeadura do cultivar correto, que apresente melhor comportamento em ambientes de estresse. Além disso, é preciso atentar-se para a época certa, fazer um manejo de solo adequado e manter uma boa manutenção do sistema de plantio direto", pontua. Entender o perfil do solo e usar rotação de culturas também são boas práticas apontadas por André.

    Uma boa maneira de ter cada vez mais sucesso nas lavouras é olhar para trás. O pesquisador recomenda que, ao final de cada safra, o produtor reflita sobre quais pontos foram definitivos durante o processo. "Onde perdemos em produtividade? Será que foi na escolha da cultivar, na época de semeadura, na população errada da cultivar? Esses são aspectos importantes de se identificar para que possam ser corrigidos numa próxima safra", exemplifica.

    Dia de Campo

    A Fundação MS realizará nos dias 13 e 14 de fevereiro mais uma edição do Dia de Campo, desta vez nas cidades de Anaurilândia e Ivinhema. Lá, os produtores poderão ter mais informações acerca de práticas eficientes de cultivo. André Bezerra ministrará o curso de Maximização do Potencial Produtivo de Cultivares de Soja Sob Estresse Térmico e Hídrico. "Vamos apresentar cerca de 25 cultivares, sendo que sete são convencionais. Algumas são oriundas do Cerrado Central do Brasil, tendo que fazer adaptações para o nosso ambiente de cultivo, principalmente em Anaurilândia que é uma região de expansão agrícola e muito diferente do resto do estado, com chuva que corta cedo, alto teor de alumínio, solos com menor teor de argila, ou seja, um solo muito diferente, que precisa de materiais rústicos e estamos fazendo isso com a introdução de novos cultivares", explica.

    O Dia de Campo em Anaurilândia acontece no dia 13 de fevereiro na Fazenda Estrela do Quiterói. Já em Ivinhema, o evento ocorre em 14 de fevereiro na Fazenda São Luiz. Ambos os eventos começam às 7 da manhã.

    ASSECOM


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