Campo Grande (MS),

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    26/01/2019

    Marçal Filho vai propor na Assembleia CPI da Energisa

    Marçal Filho tem acompanhado em Dourados a reclamação dos consumidores contra a Energisa ©DIVULGAÇÃO 
    O deputado estadual eleito Marçal Filho (PSDB) vai propor na Assembleia Legislativa uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as causas do aumento expressivo no valor das contas de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. A primeira sessão legislativa será no dia 4 de fevereiro e Marçal diz que irá convocar os demais parlamentares a "encampar essa luta".

    Vereador em Dourados, Marçal Filho acompanhou manifesto no início desta semana na concessionária Energisa do município. Dezenas de moradores estiveram no local com as contas em mãos para mostrar o crescente aumento a partir do mês de outubro. Ninguém da empresa queria dar explicações. O parlamentar interveio e o coordenador comercial da concessionária, Jonas Ortiz Rudis, falou com a população, argumentando que o aumento se dá por conta da onda de calor, obrigando os eletrônicos a trabalharem mais e, consequentemente, o consumo e o valor da conta aumentam.

    Como a justificativa não foi aceita, os clientes da concessionária que explora a distribuição de energia em 94 dos 97 municípios sul-mato-grossenses lotaram o Procon de Dourados. Assim aconteceu nas demais cidades do Estado. A reclamação é geral e a grande parte dos consumidores viram as contas apresentarem valores "astronômicos".
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    A alternativa adotada até agora pela Energisa foi a de dividir as contas consideradas altas pelos clientes em até quatro parcelas. A medida desagradou. Diante de tantas reclamações, a superintendência estadual do Procon/MS chegou a pedir para a concessionária não cortar o fornecimento de energia elétrica dos consumidores que tiveram aumento no valor da conta em janeiro e não conseguiram pagar.

    Para o deputado estadual eleito, as medidas adotadas até agora não favorecem os consumidores. "Todos querem explicações convincentes e a Assembleia Legislativa pode cobrar da Energisa informações técnicas sobre essa situação que tem penalizado consumidores residenciais, do comércio e da indústria", diz Marçal Filho.
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    Diante de um quadro de busca pela recuperação econômica nacional, Marçal Filho entende ser necessário iniciar uma ampla discussão sobre a viabilidade de redução do custo da energia elétrica para o consumidor, buscando não apenas promover a modicidade tarifária, como também tornar o setor produtivo mais competitivo, contribuindo para o aumento do nível de emprego e renda.

    O reajuste anual tarifário da Energisa no Estado é lançado no mês de abril e cabe a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fazer a autorização. Em 2018 a alta foi de 7,91% para os consumidores atendidos em alta tensão, os industriais, e de 10,65% para os consumidores residenciais e comerciais, atendidos em baixa tensão. Para Marçal Filho esse é outro assunto que pode ser colocado em pauta.
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    ASSECOM
    Por: Flávio Verão 



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