Campo Grande (MS),

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    05/12/2018

    Desastre ambiental é decorrência de políticas ambientais atrasadas, afirma deputado Amarildo Cruz

    ©DIVULGAÇÃO
    Um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil, detentora de 15 prêmios “O Melhor de Viagem e Turismo” na categoria “Melhor Destino de Ecoturismo”, promovido pela revista Viagem e Turismo (Editora Abril), o município de Bonito vem sofrendo atualmente com o avanço desordenado da fronteira agrícola na região. São inúmeros casos de desastres ambientes que ocorrem nas localidades vizinhas e refletem diretamente no pólo turístico de Mato Grosso do Sul.

    O mais recente acontecimento atingiu os rios Formoso e da Prata, conhecidos mundialmente pelas águas transparentes, cheios de peixes e repletos de turistas. Hoje o que se vê são rios com águas turvas, em decorrências de enxurradas que trouxeram lama e atingiram os leitos.

    Para o deputado estadual Amarildo Cruz, a presente situação é consequência de políticas ambientais inadequadas que incentivam o crescimento da fronteira agrícola de forma desorganizada e afetam áreas de preservação ambiental. “As imagens que vemos é resultado de uma forma de desordenamento de como é feito esse avanço. Isso faz com que um Estado como o nosso, com o potencial que tem na indústria do turismo, em recursos naturais e hídricos, é penalizado por não termos uma política avançada, que seja planejada, controlada, monitorada e com a participação do poder público como um todo”, detalha o parlamentar.

    Ciente da importância do agronegócio para Mato Grosso do Sul e Brasil, necessário para o fortalecimento da produção econômica, o deputado questiona a passividade de setores públicos responsáveis pela fiscalização de agressões ambientais, como as promotorias de meio ambiente, a Polícia Militar Ambiental ,do judiciário, entre outros. “Bonito é colocado em risco em função de que você tem um desenvolvimento desordenado, tem um avanço da plantação, principalmente de grãos, sem medidas de preservação do solo, como a curvas de nível, sem cuidados com as nascentes, o que consequentemente causa o desastre que vemos nessa região”, disse.

    Amarildo Cruz pontua a necessidade de se desenvolver, mas essa discussão não se pode ser realizada sem o debate ambiental e sustentável. “O desenvolvimento e a sustentabilidade têm que dialogar, achar saída, buscar encaminhamento para que possam ocorrer de uma forma equilibrada. Quando você suprime uma em benefício de outra você obviamente tomou um caminho equivocado que traz conseqüência para futuras gerações”, e complementa. “A discussão sempre foi torta. Viu-se no meio ambiente um empecilho para o desenvolvimento, ao invés, de ver aquilo que ele é: uma fonte de renda, uma fonte de riqueza e de trabalho”.

    ASSECOM


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