Campo Grande (MS),

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    20/11/2018

    TRÊS LAGOAS| Saúde do município adota medidas para redução de casos de Chikungunya

    Neste ano, foram confirmados seis casos positivos da doença, que possui o mesmo vetor da dengue 

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    A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas, por meio das equipes do Setor de Endemias e Controle de Vetores do Departamento de Vigilância em Saúde e Saneamento, está adotando uma série de medidas de enfrentamento ao Aedes aegypti para contenção do avanço de casos confirmados (positivos) de Chikungunya e de Dengue.

    Segundo foi divulgado no mais recente Boletim Epidemiológico, referente à 46ª semana, encerrada na terça-feira (13), em Três Lagoas, no acumulado do ano, foram registrados 1.201 casos notificados suspeitos de Dengue. Desse total, 298 já foram confirmados positivos.

    O alerta da SMS de Três Lagoas se estende também ao avanço dos casos confirmados de Chikungunya, que tem como vetor o mesmo mosquito transmissor da Dengue, ou seja, o Aedes aegypti.

    No acumulado de 2018, em Três Lagoas, houve seis casos positivos de Chikungunya, ocorridos no Jardim Violetas, Jardim das Acácias, Jardim Novo Ipanema, Vila Piloto, Residencial Montanini e no Bairro Interlagos.
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    Conforme divulgado pela Vigilância em Saúde e Saneamento da SMS, em 2016, foram notificados 13 casos suspeitos de Chikungunya e apenas um caso foi confirmado como positivo. Em 2017, foram notificados 17 casos suspeitos e todos os exames laboratoriais comprovaram ser casos negativos da doença.

    Na relação dos cinco bairros com maior índice de casos notificados suspeitos de Dengue, o último Boletim Epidemiológico revela o seguinte: Interlagos (102), Vila Nova (56), Santos Dumont (55), Jardim Alvorada (52) e Santa Rita (49).

    No mesmo relatório de bairros com elevados números de casos positivos de Dengue, a situação atual é a seguinte: Interlagos (55), Vila Nova (16), Santos Dumont (13), Santa Rita (12), Santa Terezinha (10) e Jardim Alvorada (09).

    BLOQUEIO QUÍMICO

    Como explicou o coordenador do Setor de Promoção da Saúde, também responsável pela coordenação das ações de bloqueio químico, Waldir José de Souza, com base nesses dados, a equipe do Setor de Endemias e Controle de Vetores decidiu pelo bloqueio químico de enfrentamento à Dengue e à Chikungunya, com o objetivo de quebrar a cadeia de proliferação do mosquito, vetor dessas doenças, nessas localidades mais afetadas. 

    “O bloqueio químico tem a finalidade de eliminar o mosquito adulto, no caso a fêmea do Aedes aegypti, quebrando assim o ciclo de produção”, explicou Waldir.

    As ações de bloqueio químico, por meio de borrifação, usando as bombas UBV pesado, o popularmente conhecido “fumacê”, estão retornando ao Bairro Interlagos, já a partir desta quarta-feira.

    “A aplicação do inseticida, que não possui efeitos residuais, mas apenas momentâneos, eliminando os mosquitos adultos, deverá ser feita, como de costume, em quatro ciclos consecutivos, nos mesmos horários e locais, para que seja realmente eficaz”, observou.

    Além do bloqueio químico, a equipe de Agentes de Endemias intensifica, de casa em casa, as ações de busca ativa de localização e eliminação de criadouros e também de orientações às famílias para que mantenham limpos seus quintais e o interior de suas residências.

    DOENÇA REUMÁTICA

    A Chikungunya, como têm alertado os especialistas, pode desencadear séria e grave doença reumática crônica, porque uma das hipóteses, defendidas pelas autoridades da Saúde, é a de que esse vírus, transmitido também pelo mosquito Aedes aegypti, “se aloja” na estrutura que recobre as articulações, estimulando o processo inflamatório e até degenerativo.

    Os sintomas da doença variam de agudo a subagudo ou crônico, considerado o mais grave e o mais agressivo, que pode levar até à invalidez do paciente, impossibilitando-o de locomoção e atividades físicas e laborais.

    ASSECOM


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