Campo Grande (MS),

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    17/09/2018

    Fiems pede a Henrique Meirelles equilíbrio na política de desenvolvimento entre os Estados

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    Representando o setor produtivo de Mato Grosso do Sul, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, reforçou a Henrique Meirelles, candidato do MDB à Presidência da República, a importância de se estabelecer um equilíbrio na política de desenvolvimento entre os estados, sem priorização dos grandes centros. Entre outras pautas, a medida foi apresentada nesta segunda-feira (17/09), em meio à agenda oficial do presidenciável em Campo Grande, durante reunião com empresários da indústria, comércio e agropecuária, no Edifício Casa da Indústria.

    “Apesar de apresentarmos um potencial enorme para crescer, Mato Grosso do Sul tem enfrenta grandes desafios. Falta equilíbrio na política de desenvolvimento entre os estados, pois as políticas públicas estão sempre focadas nos grandes centros do país, e precisamos balancear algumas questões, como o rateio de investimentos e mais segurança jurídica”, disse Longen durante o evento, afirmando que o grande gargalo está nos gastos públicos, que consomem grande parte dos recursos, não restando verbas para investimentos igualitários em áreas prioritárias.
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    Estiveram presentes autoridades do estado como os senadores Simone Tebet e Waldemir Moka, além do presidente da Assembleia Legislativo, Junior Mochi, que concorre à sucessão estadual pelo MDB, e os presidentes da Fecomércio/MS, Edison Araújo e da Faems, Alfredo Zamlutti. Longen cobrou, ainda, empenho político caso Meirelles seja eleito para presidir o país pelos próximos quatro anos.
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    “Nosso Estado pena em razão da falta de práticas simples, como mais esforço político para resolver questões como a construção de ferrovia, linhões de energia, segurança nas fronteiras, entre outras. A Fiems inclusive sempre defendeu a instalação de empreendimentos nas regiões de fronteira, beneficiando os empresários e, principalmente, os municípios que precisam gerar emprego e renda para conseguir acabar definitivamente com os problemas gerados pela criminalidade que se aproveita da pobreza da faixa de fronteira para prosperar”, acrescentou Sérgio Longen.

    Setores prioritários

    Meirelles afirmou que pretende, se sair vitorioso do pleito, criar grupos de trabalho para discutir com as entidades organizadas de cada Estado como investir em setores prioritários. Após ouvir as propostas, o candidato afirmou que, assim como defende o setor produtivo, é preciso, de fato, reduzir os gastos públicos. “E isso passa, inicialmente, pela Reforma da Previdência, e não só por uma questão de economia, mas para que seja feita justiça social e tenham fim os privilégios”, pontuou.

    O presidenciável também apontou como necessários investimentos em logística para melhorar o escoamento da produção dos estados, em habitação, para retomada da geração de empregos na construção civil, na qualificação de mão de obra e em tecnologia, que pode auxiliar e modernizar a segurança pública e saúde. Outro tema abordado foi a Reforma Tributária, com a unificação de impostos e desburocratização. 

    Segurança jurídica

    A pauta do setor agropecuário foi norteada pela questão da segurança jurídica no campo. Atualmente, são mais de 140 propriedades rurais invadidas somente em Mato Grosso do Sul. Também foi citada a importância de mais previsibilidade nas políticas públicas, retorno no orçamento do crédito agrícola, manutenção das taxas de juros fixas e incentivo ao seguro agrícola.

    O comércio do Estado em nome da Fecomércio/MS, FCDL e Amems, também manifestou a insegurança jurídica para o empresário do setor atuar, afirmando que o comércio paga um preço muito alto, pois está na ponta e é frequentemente surpreendido com regras novas, que ameaçam a competitividade.

    ASSECOM


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