Campo Grande (MS),

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    27/07/2018

    Ministro do STJ nega liberdade e André Puccinelli, filho e advogado continuam presos

    Decisão foi expedida há pouco pela Corte; ex-governador e advogados André Puccinelli Junior e João Paulo Calves foram presos em 20 de julho nas apurações da Papiros de Lama

    ©Reprodução
    O ministro Humberto Martins, vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou nesta sexta-feira (27) pedido de liminar para liberação do ex-governador André Puccinelli (MDB) e dos advogados André Puccinelli Junior e João Paulo Calves. A negativa atende a pedido a defesa dos três, que já havia sido rejeitado, também liminarmente, pelo desembargador Maurício Kato, do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).

    Detalhes da decisão não foram disponibilizados pelo STJ até a publicação deste texto. Puccinelli, pré-candidato ao governo do Estado, foi preso na sexta-feira (20) no corpo das investigações da Operação Papiros de Lama –que apura o uso do Instituto Ícone, voltado para a área de Direito, para recebimento de propinas destinadas ao ex-governador ou seu grupo político.

    Registrado sob o nome de Calves, o MPF (Ministério Público Federal) aponta que o Ícone pertence de fato a Puccinelli Junior.

    Prisão

    Além do ex-governador, foram presos na manhã do dia 20 seu filho, André Puccinelli Junior, e o advogado João Paulo Calves, acusados pelo MPF (Ministério Público Federal), de lavagem de dinheiro e continuidade da prática de atos ílicitos, mesmo após a primeira prisão do trio, em novembro de 2017, na 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, a Papiros de Lama.

    Durante as investigações, agentes da PF, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, teriam encontrados provas de que o Instituto Ícones do Direito, empresa de Calves, mas que seria de Puccinelli Júnior, teria recebido recursos de propinas pagas pela JBS ao ex-governador.

    Além da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que implicaram Puccinelli, Zeca do PT e Reinaldo Azambuja (PSDB) como supostos beneficiários de um esquema de propina, pessoas que seriam operadores do esquema junto ao governo de MS também fecharam acordos de delação premiada no âmbito da Lama Asfáltica.

    Negativa

    O despacho de 132 páginas do juiz federal Bruno Teixeira foi estudado ao longo do último fim de semana pela defesa dos três investigados. Na segunda (23) foi apresentado recurso ao TRF-3, que seria distribuído ao desembargador federal Paulo Fontes –que está de férias, sendo substituído por Kato, que concordou com os argumentos do MPF e do juiz em primeira instância, rejeitando a liminar.

    Com isso, a defesa dos investigados apresentou novo recurso no TRF-3 e recorreu também ao STJ. Lá, o caso cairia nas mãos da ministra Maria Thereza de Assis Moura, da 6ª Turma, mas, em virtude do recesso na Corte, acabou nas mãos de Humberto Martins.

    Fonte: campograndenews
    por: Humberto Marques


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