Campo Grande (MS),

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    11/12/2017

    CPI do Táxi quer força policial para ouvir 11 donos de alvarás

    © Izaías Medeiros
    Pelo menos 11 dos 14 intimados a depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga irregularidades na prestação do serviço de Táxis em Campo Grande nesta segunda-feira deverão ser conduzidos a depor coercitivamente na próxima sexta-feira (15). A decisão foi tomada na tarde de hoje durante oitiva em que estavam previstos 24 depoimentos. “Apenas 14 deles foram intimados pessoalmente, os demais não foram localizados”, explicou o presidente da Comissão, vereador Vinicius Siqueira (DEM). Apenas dois proprietários de alvarás estiveram presentes na Câmara Municipal hoje e o advogado Gabriel Duarte de Oliveira, representante do Sindtaxi (Sindicato dos Taxistas de Campo Grande), compareceu com a justificativa informal de que alguns tiveram problemas de saúde ou familiares e por isso não foram. De acordo com o vereador, a justificativa não foi feita formalmente, por isso os faltantes ainda serão processados pelo crime de desobediência. 

    A Comissão já tinha pelo menos 90% do relatório finalizado quando, às vésperas de encerrá-lo, os membros observaram grande concentração de alvarás nas mãos de dois grandes grupos familiares. Desta forma, resolveram realizar a última etapa de oitiva, mas surpreenderam-se primeiramente com o não comparecimento dos intimados e depois com o teor dos depoimentos. 

    O primeiro a ser ouvido foi o taxista Salvador de Souza Sandim. Durante seu depoimento ele explicou que a família é, de fato, muito grande e afirmou não conhecer pessoalmente muitos dos intimados. No entanto, reconheceu o sobrinho e o irmão como detentores de alvarás. Ele atua como taxista em Campo Grande há 28 anos e seu alvará é originário, ou seja, nunca foi de outra pessoa. 

    Antonio João Barbosa Sandim é sobrinho de Salvador e foi o segundo e último a depor. Apesar de estar em um mesmo ponto há 5 anos com outros taxistas de mesmo sobrenome, ele afirma não conhecer as pessoas citadas. 

    O questionamento da CPI sempre foi para tentar entender como um grande número de permissões pôde ser entregue há grupos familiares enquanto vários outros trabalhadores do setor aguardam pela oportunidade de terem também seus alvarás e seguem no ofício como auxiliares ou os famosos curiangos, motoristas que dirigem para os proprietários das concessões. 

    Diante da dificuldade em identificar o parentesco dos permissionários, a Comissão, que deseja finalizar o inquérito ainda este ano, optou pela coercitiva e para isso deverá pedir o apoio do judiciário e, se possível, da polícia.


    Fonte: ASSECOM


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