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    18/01/2016

    Assomasul nega que atraso nas aulas seja para diminuir gastos com Educação

    Fetems e ACP são contra a sugestão

    presidente da Assomasul, prefeito de Nova Alvorada do Sul Juvenal Neto (PSDB) - Divulgação/Arquivo

    Depois de anunciar que deve procurar a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado) para debater solução ao pagamento do piso salarial magisterial com aumento de 11,36% sem 'quebrar' as administrações, o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), prefeito de Nova Alvorada do Sul Juvenal Neto (PSDB), negou que a proposta de adiar o início do ano letivo seja manobra para redução de custos na Educação.

    A declaração foi feita após a federação emitir nota de protesto em relação à possibilidade do adiamento. Além disso, o tucano avaliou que nem todos os professores tem a mesma opinião da Fetems. “O que estamos tentando fazer é impedir que a difícil situação nas estradas rurais, em especial, seja agravada com o início do tráfego dos ônibus escolares nessas vias”, disse.

    “É unicamente uma estratégia provisória e bem pensada para preservar até mesmo a integridade física dos alunos, ou seja, evitar eventuais acidentes. Não trata-se de tentar economizar dinheiro, e sim permitir que o transporte dos alunos seja feito com segurança, dentro dos padrões exigidos por lei”, completou.

    De acordo com a secretária Estadual de Educação, Maria Cecília Amendôla da Motta, a decisão por parte do Governo sobre aceitar ou não a proposta será definida somente na próxima quinta-feira (21). “Ainda não tivemos tempo de avaliar”, justificou. Devido aos estragos causados pela chuvas que deixaram 28 municípios em situação de emergência, a Assomasul sugeriu que as aulas na rede pública de ensino seja adiada do dia 15 de fevereiro para 29 do mesmo mês.

    A ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) também se manifestou contra a possibilidade de atrasar o início da volta às salas de aula, pois “o adiamento do início do ano letivo de 15 para 29 de fevereiro de 2016 compromete o calendário escolar já definido e prejudica a qualidade do ensino”.

    A explicação é que 10 dias letivos teriam de ser lecionados aos sábados e, conforme a ACP, “é conhecido pela comunidade escolar que a frequência dos alunos é drasticamente reduzida nas aulas aos finais de semana”.



    Fonte: Midiamax
    Por: Jéssica Benitez
    Link original: http://www.midiamax.com.br/politica/assomasul-nega-adiamento-aulas-seja-diminuir-gastos-educacao-287519