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    07/10/2013

    Ex-secretária de Saúde será ouvida em CPI na Câmara de Campo Grande

    Beatriz Dobashi foi exonerada após reportagem que mostrou gravações.
    Comissão investiga irregularidades na aplicação de recursos no HC e HU.



    Beatriz Dobashi em depoimento na Assembleia
    antes da exoneração (Foto: Tatiane Queiroz/ G1MS)
    A ex-secretária estadual de Saúde Beatriz Dobashi será ouvida, nesta segunda-feira (7/10), pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande. O depoimento deve começar às 9h (de MS), no plenário Edroim Revertido.

    Beatriz Dobashi foi exonerada em julho de 2013, depois que uma reportagem da TV Morena mostrou trechos de gravações telefônicas autorizadas pela Justiça. As conversas mostravam como a então secretária estadual de Saúde e o ex-diretor do Hospital Regional, Ronaldo Perches Queiroz, lidaram com a proposta do Ministério da Saúde de ceder equipamentos de radioterapia para hospitais públicos de Mato Grosso do Sul.

    CPI

    Criada em 7 de maio, a comissão foi instaurada para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos no Hospital do Câncer e no Hospital Universitário em Campo Grande. O prazo inicial para conclusão dos trabalhos era de 120 dias, mas, no dia 13 de agosto, foi prorrogado por mais 90 dias.

    No período, os parlamentares colheram diversos depoimentos como os de familiares de pacientes que morreram durante tratamento de câncer; do ex-diretor do HC, Adalberto Siufi, do ex-diretor do HU, José Carlos Dorsa, e dos ex-secretários de Saúde de Campo Grande, Luiz Henrique Mandetta e Leandro Mazina.

    As irregularidades nos hospitais vieram à tona durante as investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e da Controladoria-Geral da União (CGU), na operação Sangue Frio. Em 2009, uma auditoria do Ministério da Saúde encontrou outras situações ilegais na instituição, como o pagamento para tratar pacientes que já haviam morrido. A suspeita é que o HC tenha monopolizado o tratamento da doença em Campo Grande para beneficiar pessoas e empresas com o desvio de dinheiro público.


    Do G1 MS