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| Foto: Rachid Waqued |
São Paulo (SP) - A possibilidade de revisão do indexador das dívidas dos estados com a União não vai aliviar o problema imediato da necessidade de fluxo de caixa, avaliou o governador André Puccinelli. O assunto abriu o painel de debates do Fórum Estadão Regiões - Centro Oeste, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo. Puccinelli, o governador Silval Barbosa, e o vice-governador de Goiás, José Eliton Junior, foram questionados pelo mediador Cley Scholz sobre o impacto dessa medida, anunciada ontem.
Primeiro a se pronunciar, André Puccinelli fez um breve histórico de todo o prejuízo que Mato Grosso do Sul vem tendo com as regras atuais e lembrou que a revisão é uma luta antiga dos governadores. Um montante de R$ 5,1 bilhão já foi pago pelo Estado num período em que o valor original da dívida seria de R$ 2,6 bilhões. "E ainda devemos 7,9 bilhões de reais. Somente neste exercício vamos pagar um bilhão só de encargos, sem amortizar o principal", lamentou André.
Na avaliação de Puccinelli, por conta dessa condição atual, a nova regra alivia, mas sem grande impacto imediato, porque representaria a antecipação das parcelas e não entrada de caixa para investimentos. O comprometimento de 15% da Receita Corrente Líquida do Estado ainda continua, e isso é que precisaria mudar, ou ser compensado com investimentos, defendeu. "Precisávamos que fossem feitas estradas, ferrovias, rodovias, investimentos em infraestrutura. O Governo Federal deveria licitar as obras que nós, dos estados, indicássemos como prioridades".
Fonte: noticiasms
Por: Gizele Cruz de Oliveira
Foto: Rachid Waqued
