Campo Grande (MS),

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    05/07/2018

    Suspeita sacou dinheiro de idoso por 3 meses para luz não cortar

    Corpo de vítima foi colocado em freezer para não apodrecer

    ©Em Pauta/Divulgação
    Thais Errobidart da Silva, de 19 anos, suspeita de esfaquear e colocar o corpo de Wanderley de Souza, de 72 anos, em um freezer pagou a conta de luz por três meses para que energia da casa não fosse cortada. Além disso, a jovem levou ventilador e televisor da casa e pode responder por latrocínio. O crime ocorreu em Cipolândia – distrito de Aquidauana -, no último dia 30 de março e o corpo foi localizado no dia 1º de julho.
    ©Divulgação
    Suspeita foi presa em Campo Grande e levada para Anastácio, cidade ao lado de Aquidauana e única com cela para mulheres. Na chegada, preferiu cobrir o rosto. A jovem será ouvida na manhã desta quinta-feira (5) em Aquidauana pelo delegado Eder Oliveira Moraes.

    À polícia, Thaís assumiu a autoria do crime e disse que agiu sozinha, na noite do dia 30 de março. Disse também que realizou saques da conta bancária do idoso, para o pagamento da energia.

    “Ela contou que os primeiros golpes foram feitos com a vítima ainda na cama. Depois ele teria levantado e levado outras facadas. O corpo foi jogado no freezer e ela voltou para Campo Grande. A população começou a perguntar sobre a vítima e ela dizia que ele estava recebendo tratamento médico na Capital. Ela também confessou que levou da casa um televisor, um ventilador e cartões de banco para os saques”, disse um dos investigadores à FM América.

    Ainda conforme depoimento, a suspeita disse que retornou à casa do idoso, se arrependeu e se preparava para confessar o crime. No entanto, o caso foi descoberto e ela identificada como principal suspeita do assassinato.

    “Durante as investigações descobrimos o pagamento de contas de telefone e energia e entendemos que a ação ocorreu para o corpo não exalar mal cheiro. Ela confessou que praticou o crime sozinha por volta das 22h do dia 30 de março”, finalizou o investigador.

    Outros golpes 

    Apesar do porte e altura da suspeita, a Polícia Civil não descarta a participação de comparsa. Ao site Campo Grande News, uma suposta vítima da jovem, um empresário morador de Dourados, a 233 a km de Campo Grande, disse que a família perdeu cerca de R$ 9 mil com a venda de uma fábrica de mini congelados à jovem. O caso teria acontecido em setembro de 2016 e não foi registrado na Polícia Civil.

    Fonte: campograndenews
    Por: Danielle Valentim


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