Campo Grande (MS),

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    21/07/2018

    ELEIÇÕES 2018| Cenário de incerteza marca início das convenções em MS

    PDT, MDB e PSDB, tidos como os fortes na disputa pelo governo, ainda brigam por aliados

    ©Arquivo/TopMídiaNews - Edição: Wesley Ortiz
    No dia do início das convenções partidárias, legendas como o PDT, do juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, o MDB, do ex-governador André Puccinelli e o PSDB, do governador Reinaldo Azambuja, tidas até agora com chances maiores na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, rivalizam por aliados. Situação que ficou ainda mais incerta após a prisão do ex-governador emedebista nesta sexta-feira.

    Pergunta: sabe quem disputa a reeleição de Azambuja, como vice, ou quem são os parceiros de Puccinelli ou Odilon? Até a tarde de ontem, sexta-feira, assessores de nenhum deles arriscavam em nominar alguém. Ou, claro, esconderam o jogo. O certo: candidatas mulheres e de cidades fortes eleitoralmente eram as com mais chances de compor as alianças, isso garantiram os assessores.

    PDT, de Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da República, é o primeiro a promover convenção, neste sábado (21).

    Na disputa pelo governo de MS, pouca coisa se definiu até agora. O DEM, por exemplo, partido de deputados federais e estaduais, é disputado dentro e fora dos bastidores pelo PSDB e o MDB.

    Os democratas exigem espaço, querem concorrer à vice-governadoria, senado e ainda garantir mandatos na Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

    Parte do DEM aposta em pacto com Puccinelli, velho amigo dos democratas. No MDB eles teriam perspectivas políticas maiores. Inclusive pôs nomes para se juntar aos principais candidatos do MDB, como o do vice-governador Murilo Zauith.

    Quanto aos anseios do DEM, o PSDB emudeceu-se. “Eles [DEM] sabem o que queremos”, foi escapatória dada por Carlos Alberto Assis, secretário estadual de Administração e quem vai chefiar a campanha de Azambuja.

    Do lado do DEM, o governador conta com um aliado de primeira hora: o decano Zé Teixeira, que ocupa o sexto mandato de deputado estadual. “Já fiz minha escolha, e é pessoal, apoio a reeleição de Reinaldo por ele ser sério”, disse Teixeira que, no entanto, afirmou que quem vai definir a aliança é o partido não ele.

    O PSD, do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, é outro que mantém discrição na hora de manifestar sobre coligação. Ora integrantes da sigla garantem com um firme sim ao PSDB. Isso pela manhã, mas à tarde, muda o discurso propagando a ideia de que discordam de ações dos tucanos e mostram-se simpáticos a uma eventual aliança com Puccinelli. 

    O senador Pedro Chaves, do nanico PRB, pré-candidato à reeleição, embora o mandato dele expire somente em dezembro de 2019, também mantém seus mistérios. Na tarde de ontem, sexta, ele disse que o partido está aberto às coalizões, uma delas com o PDT de Odilon de Oliveira.

    O PT, do deputado Zeca do PT, pré-candidato ao Senado, deve disputar eleição com chapa pura. Humberto Amaducci, ex-prefeito de Mundo Novo, aguarda a convenção para oficializar a candidatura ao governo.

    Já o PTB do ex-prefeito da Capital, Nelsinho Trad, ao menos até ontem à tarde estava certo de que havia fechado aliança com Reinaldo Azambuja. O PSB, do deputado federal Elizeu Dionizio, preferiu aguardar alguns dias para se manifestar.

    O PP do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, ao menos nos últimos 15 dias declarava-se aliado ao PSDB. E o PR, cambaleado pela prisão, por corrupção, de um de seus fortes candidatos, o ex-deputado federal Edson Giroto, ainda não anunciou qualquer coligação.

    Fonte: TopMídiaNews
    Por: Celso Bejarano


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