Continuação do Capítulo DIALOGAR.
Assim, o “plural majestático” ou “plural de modéstia”, passará a ser tão normal quanto o ato da respiração, arraigando nas pessoas o hábito que se aperfeiçoará e constituindo procedimentos positivos que se evidenciarão nos lares, nas escolas, no ambiente de trabalho, no trânsito, entre os usuários do transporte coletivo, nas ruas etc., visto que essa forma será compreendida como a natural manifestação da pessoa realente educada, capaz de entender que a sua existência também depende das ações de pessoas conhecidas e de estranhos que, indiretamente, contribuíram para o seu bem-estar, diferentemente da pessoa que permanece ancorada no egoísmo, próprio dos entes mesquinhos, mal educados, analfabeto funcional ante o cargo que ocupa, ou desprezível como filho, irmão, marido, mulher, neto, avô, companheiro, primo ou tio.
Quanto aos servidores públicos da hierarquia mais evidente, cabe ressaltar que, por serem “empregados” da sociedade, os seus bons exemplos são obrigatórios, sob pena de, em casos de grave afronta à ética e aos bons costumes, serem apenados de acordo com o delito cometido. Desta forma, suas palavras (faladas ou escritas) deverão ser vinculadas ao “plural majestático” ou “plural de modéstia” e sempre indicadoras do sentimento de gratidão.
Quem não utiliza o “plural majestático” ou “plural de modéstia”, age de forma deliberada ou como “idiota inocente” que se apropria do crédito de projetos, ideias, ou propostas de outrem, desrespeitando até mesmo aqueles que, com seus impostos, pagam por seu inexpressivo trabalho.
Há ainda a seriíssima e perigosa vinculação da rispidez com o odiado assédio moral que se evidencia por ações, gestos e palavras. Desprezo, ignorância ou humilhação, divulgação de rumores, comentários maliciosos, críticas reiteradas, subestimação do esforço alheio, ironia contra a dignidade de vizinhos, colegas de trabalho, familiares, maliciosos comentários sobre defeitos físicos ou mentais, sonegação de informações que sejam necessárias ao desempenho das funções ou úteis à vida funcional de subordinados ou da equipe de trabalho, implicam atos que ocorrem por não observância aos preceitos que estão contidos na arte do “plural majestático” ou “plural de modéstia”.
Posto isso, há que se entender que o diálogo faz parte dos atos mais essenciais da existência humana, havendo muito mais necessidade da sua correta aplicação do que as simples formas de expressão que são copiadas e difundidas entre as pessoas.
Mesmo durante as visitas ou estadas no “mundo das cavernas”, deveremos manter a coerência quanto às nossas atitudes e no que se refere ao uso das palavras, tendo em consideração o fato de que nesse local os erros poderão resultar problemas irremediáveis.
Troque as expressões suicidas e as que conotam antipatia, presunção, aversão, rejeição, isolamento, ignomínia, egocentrismo, desconfiança e solidão por vocábulos que promovam respeito, aproximação, entusiasmo e admiração à sua pessoa.
Torna-se antipática e desagradável, a pessoa não sabe usar as palavras, preferindo a grosseria ou a repetição insensata das bobagens vinculadas ao modismo e às formas de expressão criadas por presidiários, traficantes, vigaristas e outros desvirtuados que nunca procuraram aperfeiçoar conhecimentos gramaticais, ler dicionários ou obter riqueza vocabular.
Sabe-se, todavia, que são as expressões erradas e as que se vinculam a determinados códigos linguísticos harmonizam o sistema de comunicação entre pessoas do mesmo nível.
Tem excelentes perspectivas de sucesso quem consegue libertar-se de expressões como: sou, fiz, tenho, faço, ordeno, determino; custou os olhos da cara; azar seu; mora no c. do mundo; minto; não adianta espernear; não me junto com gentalha; no fundo ele é um bom sujeito; que se f.; vai se f.; tô c. e andando; tô pouco me lixando; c. no pau; taí o fulano que não me deixa mentir; tô o pó da goiaba;
Coloca-se como idiota a pessoa que faz perguntas como: Acordei você? Como assim? Entende? Entendeu? Eu, heim? Eu não disse? É você mesmo? Falou? Morou? Né? O que qué isso? O que você acha que eu sou? Verdade? Você acordou agora? Você é a empregada da casa? Você tava dormindo? Você ainda não aprendeu? Você engordou? Você está aqui? Você tá louco? Você tá focado? Você está grávida ou barriguda? Você caiu na conversa do cara? Você jura? Você quer um pouco de gripe? Você viu? Você voltou?
Continuação na próxima semana.
