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    02/05/2016

    LÍNGUA PORTUGUESA| Professor Fernando Marques



    DIALOGAR

    Saber dialogar implica saber ouvir; adaptar à cultura, à atenção dos participantes do diálogo, ao estado de espírito que anima a circunstância, ao nível intelectual e ao ambiente dos ouvintes.

    Durante uma campanha eleitoral, enquanto pedia votos em prol da eleição de um amigo, candidato a uma vaga no Congresso Nacional, ouvi um líder comunitário ponderar:

    - Votarei nesse homem por consideração à nossa amizade! Ele só sabe falar; não sabe ouvir; nem sequer olhar os olhos de quem lhe dirige a palavra. É arrogante e impaciente!

    Durante muitos e muitos anos, ouvimos profissional reclamarem do comportamento de patrões e chefes cujas palavras evidenciavam arrogância, menosprezo, antipatia e outros sentimentos negativos.

    A indiferença gera frustração. Quando alguém se dedica a ouvir outrem, satisfaz uma das principais necessidades de qualquer humano: a de ser ouvido. Além de tudo, saber ouvir traduz boas maneiras e a arte dos bons costumes; uma das importantes partes do conjunto harmônico de atitudes que chamamos de etiqueta.

    Saber escutar é tão louvável quanto saber falar.

    Ao ouvir atentamente o seu interlocutor, você estará demonstrando simpatia, relacionando-se corretamente, ajudando de forma incomensurável ou obtendo uma grandiosa oportunidade para consagrar respeito, admiração e melhores perspectivas para a sua vida.

    Diariamente, por não saber ouvir, milhões e milhões de pessoas perdem importantíssimas informações, principalmente que interrompem alguém que, espontaneamente, estava prestes a revelar segredos, a orientar ou a transmitir relevantes informações.

    Comete terrível erro, a pessoa que, por impaciência, negligência ou soberba, interrompe narrativa ou a fala de quem tem algo que valha muito mais do que o silêncio, independentemente de que esta pessoa seja criança, adulta ou anciã, humilde ou importante na hierarquia imposta pela sociedade.

    Convém ressaltar: em determinadas circunstâncias, ao ouvir o interlocutor, você estará proporcionando uma ajuda tão incomensurável que valerá muito, muito mais que qualquer quantia ou bem material que superará a importância de ambicionados tesouros. Considere que, dependendo da situação, a pessoa beneficiada será, exclusivamente, você.

    Para falar corretamente, deveremos aprender a ouvir. Esse é o motivo pelo qual precisamos ouvir até mesma a própria voz.

    Quando gravamos as nossas conversas, deveremos analisá-las, identificando as falhas e os erros de entonação, timbre e volume. 

    Tem a obrigação de gravar, ouvir e corrigir as falhas da voz, o locutor, o cantor, o professor, o narrador, o apresentador, o leiloeiro, o mestre de cerimônia, o líder religioso, o palestrante, o dublador, o fonoaudiólogo, o político, o juiz, o promotor de justiça, o advogado, o desembargador, o ministro. Da mesma forma, as mulheres que atuam nas mencionadas profissões. Descobrindo-se o que deve ser evitado, as virtudes deverão ser reforçadas. Desta forma, em pouco tempo, haverá o desenvolvimento do adequado estilo para as virtudes da capacidade comunicativa.

    A comunicação verbal inicia-se com um olhar seguido de cumprimento. Assim, os costumes de cada região, dos meios sociais e das expressões com os respectivos significados deverão ser observados, a fim de que situações embaraçosas sejam evitadas.

    Causa má impressão a pessoa que fala de errada em meio às pessoas culta, como também se expõe como idiota a pessoa que utiliza palavras rebuscadas diante de pessoas de vocabulário restrito.

    Erra a pessoa que fica observando detalhes do corpo ou da roupa de outra pessoa. Olhar para direção diversa à dos olhos de quem estiver à frente, para um diálogo, transmite a impressão de falsidade, de menosprezo, inconsequência, incoerência, arrogância ou de alienação, de excessiva humildade e submissão destituída de afeição. 

    O aperto de mão feito de forma exagerada (fortemente ou balançando), comprimindo os dedos ou feito com a mão mole ou com as pontas dos dedos, evidencia grosseria e falta de raciocínio.

    Ao receber uma pessoa, quem estiver sentado deverá ficar de pé; caminhando, deverá parar.

    A conversação deve sempre se basear no estilo claro, ajustado, preciso, distinto e cortês. A reciprocidade só deverá ser exercida se for vinculada ao respeito e à cordialidade.