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    31/03/2016

    Renan: rompimento do PMDB com Dilma não foi 'movimento inteligente'

    Na última terça, PMDB decidiu romper oficialmente com o governo Dilma. Para Renan, decisão 'precipitou reações' no PMDB, no governo e na oposição.

    presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) - Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil

    O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmo nesta quinta-feira (31) que decisão do PMDB de romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff não foi um "movimento inteligente".

    Na última terça-feira (29), o diretório nacional do PMDB decidiu, por aclamação, romper oficialmente com o governo Dilma. Na reunião, que durou menos de cinco minutos, também ficou decidido que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam outros postos no Executivo federal deveriam entregar seus cargos.

    "Evidente que isso [rompimento do PMDB] precipitou reações em todas as órbitas. No PMDB, no governo, nos partidos da sustentação, oposição, o que significa, em outras palavras, dizer, em bom português, que não foi um bom movimento, um movimento inteligente", afirmou o peemedebista.

    Após sessão de votações no plenário, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi perguntado sobre a declaração de Renan Calheiros e ironizou a fala do senador.

    “Cada um tem direito à opinião que quer. Então, são pouco inteligentes. A unanimidade que aclamou”, disse, sem querer fazer outros comentários.

    'Oposição'

    Ao ser questionado sobre qual seria a situação do PMDB caso a presidente Dilma consiga uma "salvação" ao evitar o processo de impeachment que enfrenta no Congresso Nacional, Renan disse não acreditar que o partido passe a liderar uma corrente de oposição ao governo.

    "A direção do PMDB, evidentemente, que fala pelo partido. Eu jamais, e considero incompatível com a função que exerço, fazer comentários em nome do PMDB. Mas eu não acredito que o PMDB, seja qual for o cenário, vá liderar uma corrente de oposição no Parlamento. A maioria parlamentar está tão difícil e será muito mais difícil ainda se dela se ausentar, se afastar o PMDB", disse o presidente do Senado.



    Do G1, em Brasília