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    14/03/2016

    LÍNGUA PORTUGUESA| Professor Fernando Marques


    Continuação dos textos relacionados ao livro “Redigir, Dialogar e Discursar Corretamente”.

    7) Deve ser usada com o verbo que inicia a coordenada assindética. Exemplos:
    O bom amigo do Nunkasabe ofereceu empréstimo, deu-lhe um abraço e saiu.
    No Brasil, quando o verbo não estiver no início da frase e não conjugado no futuro do presente ou no futuro do pretérito, tanto se pode usar a próclise quanto a ênclise. Exemplos:
    A Polícia Federal se empenhou no combate à corrupção; ou
    A Polícia Federal empenhou-se no combate à corrupção.

    Casos especiais 
    a)                 Quando houver verbo no particípio, não haverá ênclise. Exemplos:
    O advogado havia-se empenhado (nunca havia empenhado-se) na causa.
    b)                Utilização do pronome átono em locuções e combinações verbais.
    Quando houver verbo pessoal (auxiliar ou não) com infinitivo, o pronome átono poderá ser colocado tanto antes quanto depois do verbo, ou depois do infinitivo. Exemplos:
    Queremos-lhes aprimorar o saber.
    Nós lhes queremos aprimorar o saber.
    Observação:
    Quando houver palavra atrativa exigindo a próclise, somente será possível a colocação do pronome átono depois do verbo auxiliar (caracterizando próclise) ou depois do infinitivo (caracterizando ênclise). Exemplos:
    Porque lhes queremos aprimorar o saber.
    Porque queremos aprimorar-lhes o saber.

    2. Próclise
    Na linguagem culta, a próclise é obrigatória quando houver palavras atrativas, ou seja:
    2.1 nas orações negativas, interrogativas, exclamativas ou optativas (que exprimem desejos). Exemplos:
    Não me disseram que viriam hoje. (O advérbio – não – atrai o pronome – me – para a posição antes do verbo).
     Que lhe direi? (O pronome – que – atrai o pronome – lhe – para a posição antes do verbo).
    Quantas injustiças se cometem naquela terra! (Quantas, advérbio, atrai a partícula se para a posição antes do verbo).
    Que a sorte te acompanhe, minha querida filha! (O que atrai o te).
         
    2.2 Nas orações subordinadas desenvolvidas (integrantes, adjetivas e adverbiais). Exemplos: Se o juiz se der por incompetente... (O se – conjunção subordinativa – atrai a partícula se para a posição antes do verbo).
    Se o trabalhador avulso se acidentar... (O se – conjunção subordinativa – atrai a partícula se para a posição antes do verbo).
    2.3 Após os advérbios de tempo, lugar, modo, dúvidas e intensidade. Exemplos:
    Ainda me sinto habilitado. (O advérbio de tempo – ainda – atrai o pronome – me – para a posição antes do verbo). 
    Aqui se paga o pecado. (O advérbio de lugar – aqui – atrai a partícula – se – para a posição antes do verbo).
    Talvez o vejam na praça. (O advérbio de dúvida – talvez – atrai o pronome – o – para a posição antes do verbo).
     Muito se faz pelos políticos. (O advérbio de intensidade – muito – atrai a partícula – se – para a posição antes do verbo).
    A música orquestrada sempre me lembra a casa dos meus avós. (O advérbio - sempre – atrai o pronome – me – para a posição antes do verbo).