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    17/02/2016

    Mandetta cobra ações concretas do governo sobre a Microcefalia

    Divulgação
    Como membro da Comissão Externa da Câmara dos Deputados para acompanhar as ações relativas ao zika vírus e à microcefalia, o deputado federal Mandetta (DEM/MS) participou nesta quarta-feira (17/2) da reunião do grupo de trabalho da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) sobre a microcefalia, com o Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Dr. Alberto Betrame.

    Segundo o parlamentar, os dados informados pelo Ministério estão equivocados. Mandetta questionou o secretário sobre o número estimado de recém-nascidos microcéfalos em 2016. “Não temos ainda a fisiopatologia e uma série de dados que são necessários para falar de dimensionamento da doença”, alegou. O Ministério da Saúde, contudo, informou que ainda não tem como dimensionar a expansão da epidemia do vírus Zika.

    De acordo com as últimas informações, há 3.935 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. Do total de notificados, contudo, 508 já tiveram confirmação de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central e 837 foram descartados.

    O deputado também fez um comparativo da doença com o aumento de casos de sífilis que ocorreu no ano passado, por causa da falta de penicilina no Sistema Único de Saúde. “Nós não escutamos falar que seria possível o aumento da microcefalia relacionado com a sífilis, que pode causar essa síndrome”, indagou.

    Microcefalia e aborto

    A respeito da recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), Mandetta questionou se o governo se pronunciará oficialmente quanto à possibilidade de a epidemia ser uma ponte para descriminalização do aborto no país. “Esse tema abre precedente para a eugenia e gera preconceito contra os deficientes, não podemos deixar a microcefalia tornar bandeira sobre o aborto”, alertou.

    O secretário informou que o Ministério da Saúde irá cumprir a lei federal – criminalização do aborto salvo exceções – reiterando que é livre a manifestação e os debates a respeito.



    Fonte: ASSECOM
    Por: Ana Carolina Curvello