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    25/01/2016

    Acadêmico de medicina que matou gata Vivi diz que era para ser só brincadeira [VÍDEO]

    O rapaz usou uma espingarda de pressão para ferir a gata 

    O estudante não quis falar com imprensa e saiu com o rosto coberto (Foto: Luiz Alberto)

    “Uma brincadeira que acabou mal”: foi assim que o acadêmico de medicina de 24 anos explicou a morte da gatinha Vivi, ferida com um tiro na madrugada de sábado (23) Rua Inajá, no bairro Monte Carlo, região norte de Campo Grande. O animal chegou a ser operado, mas não resistiu aos ferimentos.

    Equipes da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) chegaram ao rapaz na manhã desta segunda-feira (25). Depois de localizado, o estudante foi intimado a comparecer a delegacia e prestou depoimento nesta tarde, na companhia de um advogado.


    Segundo Medina, o principal ponto da investigação era saber que arma foi usada (Foto: Luiz Alberto)

    Para a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pela investigação do caso, o jovem contou que no dia do crime saiu no carro da mãe com outros dois amigos. Um deles dirigia o veículo, um HB20, enquanto ele ia no banco de trás com uma espingarda de pressão, que pertencia a um dos rapazes.

    O estudante confessou que naquele dia, saiu para ‘brincar’ e disparou em vários outros gatos do bairro, mas que a única que notou ter acertado foi Vivi. “Ele pediu para o amigo parar, se não, não ia conseguir mirar”, detalha a Medina sobre o trecho das filmagens em que o carro para próximo ao animal, que andava pela calçada.



    O jovem usou a espingarda de pressão de um amigo (Foto: Luiz Alberto)

    Depois do tiro, os jovens fugiram e vizinhos socorreram a gatinha. Ela foi encaminhada para a Clínica Veterinária Pronto Vet e passou por uma cirurgia que durou cerca de quatro horas. Segundo o laudo da veterinária que atendeu Vivi, a bala atingiu a coluna da gata e os estilhaços do osso causaram sua morte.

    Uma das testemunhas, o fiscal da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Kelly Lúcio, de 43 anos, presenciou o crime e chegou a seguir o carro. Em entrevista do Jornal Midiamax, ele lembrou que viu o acadêmico de medicina apontar a arma para outro gato e que também passou por um animal morto quando procurava os autores.

    “Eu particularmente não gosto de gatos, mas agredir um animal? É coisa de louco. Ali na rua sempre tem gatos, meu vizinho sempre alimenta eles”, afirmou o homem, que encontrou os amigos e avisou que chamaria a polícia. Após ser flagrado, o estudante afirmou que foi para casa e em seguida saiu da cidade, em uma viagem.

    De acordo com outros moradores, outros gatos foram vistos mortos na região, mas para a polícia o estudante alegou que foi a primeira vez que atirou em animais, e que antes disso já havia usado a espingarda do amigo para atirar em latas.

    O rapaz, que tem um boletim de ameaça em seu nome, foi ouvido e liberado. Conforme a delegada, a arma usada no crime e também munição de chumbo foram apreendidas e serão encaminhadas para a perícia, já o jovem será indiciado por maus-tratos, agravado pela morte do gato.








    Fonte: Midiamax
    Por: Geisy Garnes
    Link original: http://www.midiamax.com.br/policia/academico-medicina-matou-gata-vivi-era-ser-so-brincadeira-288172