Toda princesa precisa ser protegida não diferente a cidade fronteiriça Ponta Porã carinhosamente apelidada de “Princesinha dos Ervais” tem no 11º RC MEC, seu guardião sempre a postos para defender a honra desta região, a mis de 95 anos protegendo a fronteira de qualquer invasão.
Não será abordado o conflito armado e os desfechos pós-guerra durante essa narrativa, ficam como um ponto de entendimento para compreensão da necessidade de criação e construção do 11º RC na fronteira.
Anterior ao povoamento da região fronteiriça estes oriundos dos mais diversos lugares do país e do mundo, em especial de sulistas e paulistas. Os primeiros a se aventurar pelas vastas terras da região Oeste e Sul do Brasil, citados em arquivos históricos, pois tinham como objetivo desbravar a grande imensidão de terras da região de Mato Grosso, onde hoje é o Estado de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do sul, foram os bandeirantes: Antônio Castanho da Silva, Jerônimo Bueno e Jerônimo da silva no período 1622, Francisco Pedroso Xavier em 1638, Antônio Pereira de Azevedo e Raposo Tavares em 1648, Campos Bicudo 1691, Pascoal Moreira Cabral Leme 1718.
Buscando em memórias passadas, estas registradas em documentos, ou na grande maioria de forma oral, histórias repassadas de geração em geração sobre como iniciou o povoamento da fronteira é mencionado que, um dos primeiros fatos histórico registrado ocorreu no ano de 1777 quando uma expedição militar chegou a esta região fronteiriça, tendo como objetivo de explorar o solo, conhecer e mapear de forma mais precisa a extensão e todas as riquezas que aqui existiam, assim poderiam ver sua dimensão com uma maior precisão, sem contar que o fator que chamava a atenção seria o potencial na quantidade de matas e futuras terras para expansão, exploração e cultivo que esta região teria.
Passados quase um século depois no ano de 1862 chegou o grupo do tenente militar Antônio João Ribeiro que tinha como objetivo fixar um forte na cabeceira do rio Dourados, onde hoje é o município de Antônio João, erguendo ali a famosa Colônia Militar dos Dourados que foi destruída durante a guerra da tríplice aliança ficando este fato marcado na história, este local um ponto estratégico por ser uma cabeceira e ponto de parada a viajantes, tropeiros e utilizado pelo próprio exercito para reabastecimento e descanso, uma rota cobiçada na época que gerou um dos estopins do conflito armado que se seguiu.
A Guerra do Paraguai também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança, na história da América Latina foi o maior conflito armado envolvendo quatro grandes nações sul-americanas, existem muitas narrativas históricas de ambos os lados sobre fatos ocorridos durante esse conflito.
Esse conflito ocorreu no período de 1864 a 1870 principalmente na região da província de Mato Grosso nessa época, tendo a região de Ponta Porã Brasil e Pedro Juan Caballero Paraguai, sendo a fronteira um dos principais pontos do desfecho deste conflito.
O presidente da Republica Epitácio Pessoa sanciona em 1919 a lei para criação em Ponta Porã o 11º RCI (Regimento de Cavalaria Independente) é instalado no ano seguinte, sendo seu primeiro Comandante o Capitão Hipólito Paes Campos, anos mais tarde na década de 40 e iniciada a construção das futuras instalações do 11º RC em Ponta Porã.
| Nesta foto Construção do Pavilhão de comando do 11º RCI 1941 - Divulgação/Internet |

Na década de 40 a fronteira inaugura com muita festa e presença de autoridades a estrutura existente até os dias atuais do 11º RC, imponente e soberba com suas linhas arquitetônicas clássicas, mas acolhedora a todos os filhos desta terra que a ela irão servir.

Desde sua criação ao longo das décadas muitos foram os valorosos soldados que serviram nesta unidade militar, o 11º RC MEC tem em sua história a participação de praças na segunda Guerra Mundial, como em várias colaborações em conjunto com a (ONU-Organizações das Nações Unidas), sendo as mais recentes no Haiti.
Na década 1930, assumiu o comando do 11º RC Regimento de Cavalaria neste período histórico o Tenente-coronel Eurico Gaspar Dutra, o 11º RC MEC leva o nome para homenagear e reverenciar aquele que além de ter comandado esta unidade militar de fronteira teve a honra de comandar a Presidência do Brasil no período de 1946 a 1951.
O patrulhamento da região fronteiriça era de incumbência do 11º RC que realizava barreiras (bloqueios) em pontos estratégicos para averiguações de todos que entravam e saiam, coibindo o contrabando e tráfico em geral neste período histórico.

O 11º RC MEC está localizado na Avenida Brasil na área central, ponto de entrada da cidade há mais 95 anos sempre a postos para proteger os filhos desta vasta terra acolhedora e gentil, mas sempre alerta se necessário para proteger as fronteira do Brasil.
Analisar através de relatos e fontes históricas documentais o cotidiano de um povo é reverenciar todos aqueles que deixaram suas marcas na história para serem narradas, e desta forma perpetuar sua memória através da história, valorizando todos aqueles que direta ou indiretamente sempre contribuíram e ainda hoje contribuem para o desenvolvimento sócio econômico e cultural desta rica região de fronteiriça.
“O papel do 11º RC sempre foi e será de suma importância, para assim manter uma condição de respeito e segurança aos cidadãos da região fronteiriça”. Profº Yhulds G. P. Bueno
