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    17/11/2015

    Deputados visitam projeto agroecológico em assentamento de Anastácio

    O Grupo de Produção Sustentável trabalha coma colheita, manuseio e comercializa frutos do cerrado, como o pequi, bocaiuva, jatobá e cumbaru. 

    Foto: Rubens Neto

    No último dia 14 de novembro, o deputado João Grandão (PT/MS) e o deputado federal Zeca do PT estiveram no município de Anastácio visitando o Grupo de Produção Sustentável, no Assentamento São Manoel, que trabalha com a colheita, manuseio e comercialização de frutos do cerrado, como o pequi, bocaiuva, jatobá e cumbaru. 

    Composto por 20 pessoas (a maioria mulheres), o grupo é comandado pela dona Maria Lúcia de Morais Lima, de 58 anos, que destaca a castanha de cumbaru como o produto principal. 

    A partir deste mês, a pequena agroindústria passa a fornecer a castanha para a merenda escolar da rede pública em Anastácio por meio do Programa Nacional de Aquisição de Alimentos (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “As crianças adoram, pois é saboroso, parece amendoim só que ainda mais nutritivo, as merendeiras trituram e adicionam no mingau e na comida”, disse dona Maria Lúcia, que juntamente com as colegas também prepara bolos, biscoitos, pães e bombons à base de cumbaru, fornecidos a restaurantes e hotéis da cidade e comercializados por elas em uma feira em Anastácio.

    “Isso gera uma renda a mais, um dinheirinho bom pra nós e nossas famílias e ainda ajudamos as mulheres do assentamento vizinho (Monjolinho), adquirindo castanhas delas. Além do mais, é um projeto orgânico e agroecológico, pois incentivamos as pessoas a não derrubar as matas, cuidar do meio ambiente e das nascentes”, disse Maria Lúcia.

    O deputado exaltou a iniciativa e convidou as produtoras para participarem da audiência pública “A Agroecologia e a Participação das ATERs no Processo”, que o seu mandato promove no próximo dia 26 de novembro, às 13 horas, na Assembleia Legislativa. 

    “Será um debate rico e muito produtivo. Teremos representantes da Embrapa, de associações de produtores orgânicos, de trabalhadores da Agraer, do Fórum Estadual de Agroecologia, da Fiocruz e do Comitê MS contra os Agrotóxicos, num total de 20 instituições que participarão dessa audiência”, disse. 



    Fonte: ASSECOM