Notícias, acidentes, economia, política, policial, concursos, empregos, educação, ciência, saúde e cultura.

CG,

  • LEIA TAMBÉM

    08/04/2015

    Alice Schuch observa centenário do business feminino

    Influencia cultural ainda tira a força da mulher para os negócios 

    Alice Schuch, palestrante e autora
     do livro
     "Mulher: aonde vais? Convém?" 
    Divulgação 
    A palestrante e pesquisadora do universo feminino Alice Schuch observa que não chega a um centenário o período de tempo que permite à mulher trabalhar. “Não tinha esse direito, hoje tudo é possível”. Contudo alerta: “a mulher é livre, mas é muito difícil encontrar uma de nós que saiba ser um projeto da vida”.

    Alice explica que no jogo do business, no início, a mulher demonstra a inteligência e a competência que realmente possui, verbaliza a sua ambição. Na prática, contudo, ao menor movimento de aproximação do líder em direção a ela, de modo protetor, emocional ou erótico, perde o foco vencedor.

    “Geralmente compreende que agora tem ´permissão´ para trabalhar, é moderno – afinal, nas novelas e nos filmes as mulheres trabalham –, mas em casa, no fundo, o dever de manter o lar é ainda do ‘chefe da família’, do homem”. Culturalmente já ao nascer da filha, o pai muitas vezes transmite-lhe a ideia de que ela é uma “princesinha” e que ele providenciará tudo aquilo que ela desejar, será sempre o seu protetor.

    Então,conforme Alice Schuch, no momento de entrar no mercado de trabalho, a jovem despreparada costuma usar ou ser sensível aos habituais jogos infantis: sedução, emoções, fragilidade, necessidade e ter certos direitos, certos impedimentos.


    “Qualquer homem é capaz de perceber de que modo àquela que está à sua frente está posicionando, ele sente a fragilidade de uma mulher que esta em um momento de ambivalência. Nosso corpo é uma carta aberta que indica percursos reais, revela, fala, dá-se a mensagem”, argumenta.

    A pesquisadora conclui que independente se ocorre o contato físico entre ambos os gêneros na relação de trabalho, acontecendo a aceitação mental já significa que a mulher abriu o seu íntimo, perdeu a possibilidade de comando da situação e está, portanto, nas mãos dele. “Relação e competência, juntos, é impossível e quem faz confusão não é um vencedor. Cada oportunidade torna-se também uma responsabilidade. De consequência, quando decidimos entrar no jogo do business faz-se necessário regular a nossa atitude, a impostação do nosso corpo e também do nosso modo de vestir para aquele específico momento: competência, responsabilidade, luta contínua”, completa Alice. 


    Fonte: ASSECOM
    Por: Aline Wolff da Fontoura