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    24/04/2014

    Justiça de MS acata denúncia contra três acusados de matar empresário

    Eles são réus por latrocínio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.Trio tem 10 dias para apresentar defesa por escrito.


    Presos pela morte do empresário; de costas, funileiro solto ao pagar fiança
    (Foto: Nadyenka Castro/ G1 MS)

    A Justiça de Mato Grosso do Sul recebeu nessa quarta-feira (23/4) denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra três acusados de matar o empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 33 anos, em Campo Grande. Agora, Thiago Henrique Ribeiro, Rafael Diogo e Jeferson dos Santos Souza têm 10 dias para apresentar defesa escrita.

    A denúncia foi feita pelo promotor de Justiça Fabrício Proença de Azambuja e acatada pelo juiz Juliano Rodrigues Valentin. O MPE pede a condenação dos três rapazes pelos crimes de formação de quadrilha, latrocínio e ocultação de cadáver. Thiago Ribeiro pode ser condenado também por adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

    O caso

    Conforme a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), Erlon Bernal foi morto no dia 1º de abril com um tiro na nuca disparado por Thiago Ribeiro. O empresário estava no local tentando vender o carro dele, um Golf.

    Empresário era casado e tinha filhos
    (Foto: Juliana Aguiar/ G1 MS)
    A vítima havia anunciado a venda do veículo em um classificados na web. Thiago entrou em contato com ela e um encontro foi marcado na avenida Gury Marques, em frente à empresa onde o acusado trabalhava.

    Um amigo da família viu quando o empresário mostrava o automóvel ao rapaz. Thiago Ribeiro convenceu Erlon Bernal a ir até a residência do bairro São Jorge da Lagoa alegando que a pessoa que iria comprar o carro estava lá.

    Ele foi recebido por Rafel e por uma adolescente de 17 anos, que morava sozinha no local.

    Durante a negociação do veículo, Thiago atirou no empresário, que não foi rendido. Depois, Erlon Bernal foi jogado em uma

    fossa séptica por Thiago, Rafael e pela adolescente, que nega envolvimento no caso e está apreendida. O corpo foi encontrado no dia 6, após a prisão do rapaz.


    O carro foi encontrado na mesma data, em uma funilaria do bairro São Conrado. O veículo que era da cor prata havia sido pintado de branco e estava com placas de um carro do mesmo modelo, mas de Ponta Porã. As placas foram trocadas por Thiago Ribeiro ainda no dia 1º.
    O dono da funilaria foi preso, pagou fiança e responde em liberdade pelo crime de receptação. Para a polícia, ele não sabia do crime. Jeferson está preso e foi denunciado porque era dele a arma usada para matar o empresário.





    Do G1 MS/JE
    Por: Nadyenka Castro