Lula disse que a elite o critica porque ele deu condições para o "pobre" comprar carro, viajar de avião e melhorar de vida. "Adoro ver um pobre em ascensão", declarou aos empresários.
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| Lula disse que escolheu fortalecer o mercado interno, mas também aumentou o comércio com os países vizinhos e da África. |
O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva disse ontem, durante a plenária com a militância em Campo Grande, que está de volta à política com muito mais força que antes. “Se alguém pensou que eu não voltaria à política se enganou. Vou voltar a percorrer o país para defender a companheira Dilma”, declarou.
Lula disse que o governo do Partido dos Trabalhadores irrita a elite brasileira, pois é responsável por resgatar a dignidade às pessoas mais humildes. “Não me importa o número de universidades, de pontes, asfalto e tantas obras que fizemos em nosso governo, mas sim ao fato de um catador de lixo dizer que teve um presidente do Brasil igual a ele”, destacou.
O deputado Antonio Carlos Biffi, que acompanhou a agenda do ex-presidente Lula em MS, lembrou que a política educacional no país e em Mato Grosso do Sul conseguiu avançar graças aos investimentos a partir de 2003. “Em nosso estado foram entregues mais de 400 ônibus escolares, e mais de 150 Ceinf’s (Centro de Educação Infantil) construídos ou em obras, para atender as crianças na creche e na pré-escola”, ressaltou.
Fiems – Pela manhã o ex-presidente Lula falou a uma plateia de 200 convidados na sede da Federação da Indústria de MS. Lula deu aula de economia aos empresários de Mato Grosso do Sul. Ele disse que, ao assumir a Presidência tinha uma preocupação, que seu governo não poderia cometer erros, principalmente por ser um homem do povo que assumira pela primeira vez o comando do país.
O ex-presidente revelou aos empresários que sempre ouvia falar que o Brasil era um país capitalista, mas ao entrar no governo ele disse não entender como um país capitalista não tinha capital para a indústria aumentar a produção e nem para os trabalhadores poderem melhorar suas vidas. “Em março de 2003, todo o dinheiro que o Brasil tinha para empréstimo era 380 milhões de reais. Hoje, temos 2,5 trilhões de reais para fomentar a indústria, empresas e melhorar o poder de consumo dos trabalhadores”, explicou Lula.
Biffi comentou que, a partir do governo Lula, Mato Grosso do Sul passou a receber investimentos como nunca antes havia recebido. Foram liberados recursos para construção de creches, universidades, ônibus escolares, pavimentação asfáltica, esgotamento sanitário, além de linhas de créditos para financiamento de equipamentos e pequenas empresas. Só para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foram repassados R$ 11,7 milhões da União para MS.
Lula ainda lembrou que ao assumir a Presidência soube que o ensino técnico profissionalizante não podia ser ofertado pelo governo federal por conta de uma lei do governo anterior, que foi revogada em seu governo. “Nos últimos dez anos construímos mais unidades de ensino técnico do que em toda a história do Brasil”, destacou ele, referindo-se ao Pronatec, que é oferecido também pelo Sistema S, em parceria com o Senac, Sesc e Senai.
Para Biffi, a vinda do ex-presidente Lula ao Estado foi importante para mostrar que o governo do Partido dos Trabalhadores transformou o país e recuperou a autoestima do povo brasileiro. “Provamos que o PT tem projeto de governo para o país e para Mato Grosso do Sul. Por isso, temos que reconduzir a presidenta Dilma nas eleições do próximo ano e eleger o senador Delcídio do Amaral nosso governador. Essa é a principal meta, além é claro que fazermos uma boa bancada na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional”, enfatizou o deputado.
Lula fez questão de destacar aos empresários que o PIB de MS, em 2003, era de R$ 15 bilhões e, no ano passado, chegou a R$ 44 bilhões. "Não há razão para pessimismo", afirmou o ex-presidente ao encerrar sua fala.
Fonte: ASSECOM
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
