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A atuação de vendedores ambulantes nas imediações do Centro de Campo Grande tem sido acompanhada de perto por fiscais da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).
O comércio de ambulantes é irregular e, desde o início do ano, uma equipe de seis a oito fiscais, acompanhada por quatro homens da Guarda Municipal, circulam das 8 às 17 horas pela região, principalmente na praça Ary Coelho, e na rua 14 de julho, no trecho entre as avenidas Afonso Pena e Mato Grosso.
Se houver flagrante de vendas dos ambulantes, a mercadoria é imediatamente apreendida pela fiscalização. Caso haja resistência em repassar a carga ou tentativa de fuga, a Guarda Municipal entra em ação. Os vendedores podem até mesmo ser presos por desacato.
Ambulantes alegam ter dificuldades para se regularizar junto à prefeitura
A medida é motivo de descontentamento para os ambulantes. A reclamação geral é de que a burocracia para se regulamentar junto à prefeitura é grande e, por isso, muitos se arriscam a ter a mercadoria apreendida, e mantém a venda.
“A gente vai até a prefeitura, mas chega lá, é uma papelada sem fim, eles alegam não ter espaço para nos abrigar, então desistimos. Mas, no dia seguinte, voltamos para a rua porque é disso que a gente vive, não tem como ficar sem vender”, conta um dos ambulantes, que preferiu não se identificar por meio de represálias dos fiscais.
As mercadorias ficam expostas de forma que, se um fiscal se aproximar, tudo possa ser recolhido rapidamente. “Eles não dão mole. Se pegarem, levam tudo, e a gente ainda corre o risco de lidar com a Guarda, que muitas vezes nos tratam com agressividade”, diz outro ambulante. “Se eles nos arrumassem o espaço, como foi feito com o Camelódromo, por exemplo, acredito que não precisaríamos viver dessa forma”, acrescenta.
A população se divide sobre a postura proibitiva da prefeitura. “Acho que se é proibido por lei, os fiscais têm mais é que cumprir o papel e ficar nas ruas impedindo mesmo. Eles não servem para isso?”, defende a Isabete dos Santos, 53 anos. Já operador de máquinas Wanderson Barbosa, 22 anos, enxerga a falta de um espaço adequado para os ambulantes e acredita que, caso houvesse, eles não estariam descumprindo a lei. “A maioria tem família, e só quer trabalhar honestamente, não quer ficar ilegal. Tenho certeza que eles preferem ter um lugar do que viver perigosamente, fugindo da Guarda todos os dias”, opina.
Prefeitura afirma que determinados podem ser regularizados
Conforme a prefeitura, a fiscalização foi intensificada para tirar de circulação mercadorias sem procedência, e que podem trazer riscos ou prejuízos à população.
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Os únicos ambulantes autorizados a vender mercadorias são os do Camelódromo, Mercado Municipal, Feira Central e feiras livres dos bairros. Ainda conforme a prefeitura, no centro da cidade, região disputada pelos vendedores por ter maior circulação, não existem mais locais para abrigar o excedente de ambulantes. Para pleitear um espaço, é preciso comprovar a procedência do que vai ser vendido, e fazer um requerimento à Semadur.
Por: Midiamax
Por: Zana Zaidan
