CAMPO GRANDE (MS),

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    01/07/2020

    Assomasul processa radialista por crime e danos morais

    ©DIVULGAÇÃO
    O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina, entrou com processo criminal contra o radialista Eli Souza e ação por danos morais envolvendo as emissoras de rádio Segredo FM e Diamante FM, além da Revista Impacto, que circula na versão impressa e online. 

    A ação contra o radialista foi motivada por críticas infundadas, nas quais o profissional tem divulgado informações inverídicas em suas emissoras de rádio e na revista como forma de pressionar o dirigente a contratar os serviços do Grupo Impacto de Comunicação, espaço publicitário para investir em mídias em favor da Assomasul. 

    Entre outras acusações, Eli alega que a Assomasul não teria realizado ações de combate ao coronavírus e que não teria prestado contas, insinuando maliciosamente que haveria desvio de dinheiro arrecadado pela associação, além de outras ofensas a honra do presidente e de sua diretoria, no intuito de causar descrédito da entidade e de seus diretores junto a população dos municípios associados. 

    De acordo com a queixa-crime, Eli Souza usa os órgãos de comunicação para divulgar conteúdos imaginários, valores estratosféricos e surreais da receita e despesas da entidade propositadamente desconectados da realidade, com intuito exclusivo de denegrir a imagem do presidente e de toda a diretoria, composta por outros prefeitos. 

    Em sua última edição, a Revista Impacto, por exemplo, traz em sua capa a manchete “Entidade Milionária. É preciso abrir a caixa preta da Assomasul”, contendo alterações numéricas fantasiosas e supervalorizadas nos balancetes publicados periodicamente no Portal de Transparência, do site da Assomasul (www.assomasul.org.br). 

    Para Caravina, a revista traz valores absurdos e estratosféricos de receitas e despesas da entidade que jamais ocorreram com o objetivo exclusivo de chamar a atenção e denegrir a imagem da entidade e seus diretores. 

    Além de juntar documentos e matérias a respeito das últimas ações da Assomasul, o dirigente citou na queixa-crime trechos ofensivos como parte dos ataques feitos durante os comentários do radialista em seu programa “Bronca do Eli, principalmente usando a pandemia do Covid-19 como forma de confundir a opinião pública e, ao mesmo tempo, atingir a conduta moral de seus dirigentes. 

    Em maio, por exemplo, a Assomasul distribuiu 20 mil máscaras de proteção facial entre os municípios do Estado, cuja ação é resultado de uma parceria institucional com o projeto Corona Vidas Hub Dourados/MS; a BPW Dourados-MS Brasil; Leilo Dom, Leilão Beneficente; Unigran; e IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul). 

    RETRATAÇÃO PÚBLICA 

    Por causa desse tipo de agressões e de informações inverídicas que o radialista foi obrigado a conceder direito de resposta a Assomasul em seu programa de rádio. Se não bastasse isso, Eli Souza resolveu ampliar o leque de ataques, publicando a matéria em sua revista. 

    “Esse tipo de imprensa, que desinforma e pratica fake news, tem que ser combatida e não interessa a uma instituição do tamanho da Assomasul, que representa os 79 municípios do Estado. Além do mais, quem conhece o jornalista sabe os métodos que ele utiliza para atingir seus objetivos financeiros, mas pessoas de bem não podem se curvar a maus profissionais, a esse tipo de jornalismo rasteiro e ofensivo”, reagiu Caravina, que vem sendo alvo frequente de ataques e comentários maldosos e tendenciosos nas emissoras de rádio comandadas por Eli Souza. 

    Para Caravina, a diretoria da Assomasul, além de adotar a austeridade nos gastos públicos, tem se pautado em promover ações voltadas aos interesses de seus associados e dos municípios, sobretudo, observa que o balancete da entidade está à disposição de todos no Portal de Transparência, no site da entidade. 

    Por: Willams Araújo


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