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    26/05/2020

    Ministro Alexandre de Moraes manda Weintraub depor à PF sobre falas em reunião ministerial

    Ministro da Educação, Abraham Weintraub ©Adriano Machado - 15.mai.2019/Reuters
    O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (27) que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, seja ouvido em até cinco dias pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre suas falas na reunião ministerial de 22 de abril, apurou a âncora da CNN Daniela Lima. Na ocasião, entre outras declarações, Weintraub chamou os membros do Supremo de "vagabundos" e defendeu a prisão dos magistrados.

    Na mesma decisão, Moraes também pede que o procurador-geral da República, Augusto Aras, diga se considera necessário acompanhar o depoimento de Weintraub, "bem como para que se manifeste em relação às providências cabíveis para o prosseguimento das investigações".

    Na reunião ministerial do dia 22 de abril, Weintraub disse que o governo não estava atingindo os objetivos iniciais e defendeu mandar os ministros do Supremo Tribunal Federal para a cadeia.

    “Eu acho que é isso que a gente está perdendo, está perdendo mesmo. O povo está querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF", disse Weintraub.

    'Possível crime'

    Moraes é o relator da ação no STF que apura se as declarações de Weintraub na reunião podem ser consideradas crimes. Na decisão em que autorizou a divugação do vídeo da reunião ministerial, o ministro Celso de Mello, também do Supremo, disse que há na gravação "descoberta de possível crime contra a honra dos ministros do Supremo".

    "Constatei, casualmente, a ocorrência de aparente prática criminosa, que teria sido cometida pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub", escreveu.

    O ministro classifica a declaração do ministro como "gravíssima" e afirma que, além de ter "destacado grau de incivilidade e inaceitável grosseria", pode configurar crime contra a honra, como o de injúria.

    Da CNN, em São Paulo



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