Campo Grande (MS),

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    16/10/2018

    Dólar fecha em R$ 3,72; vantagem de Bolsonaro influenciou

    Dólar fecha em R$ 3,72 com busca por risco no exterior e vantagem de Bolsonaro

    ©Reuters
    O dólar foi abaixo de R$ 3,70 nesta terça-feira (16), influenciado pelo ambiente de maior busca por risco no exterior e após nova pesquisa eleitoral consolidar o cenário de vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à Presidência da República.

    Na mínima, a divisa americana chegou a R$ 3,693, mas acabou fechando em queda de 0,40%, a R$ 3,72.

    O Ibovespa, índice que reúne as principais ações da Bolsa brasileira, avançou 2,83%, para 85.717 pontos.

    Alguns operadores dizem que os ativos já precificam quase inteiramente a vitória de Bolsonaro, enquanto o dólar testa a manutenção no patamar de R$ 3,70.

    "Passada a eleição, poderemos ver um fluxo de venda no dólar, mas com menor volume, já que os investidores começam a colocar nos preços a expectativa pelo plano do novo governo, principalmente reforma da Previdência", disse Vitor Miziara, sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos.

    Na noite de segunda-feira (15), o levantamento Ibope mostrou que Bolsonaro tem 59% dos votos válidos, contra 41% de Fernando Haddad (PT).

    A preferência do mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes, e a expectativa é de que eles imponham uma agenda de reformas, corte de gastos e ajuste fiscal.

    "Outra medição que vem chamando a atenção é a rejeição de Haddad, a qual tem superado a do candidato do PSL em praticamente todos os estudos para o segundo turno [...] ajuda a alavancar apostas de que dificilmente o PT 'virará o jogo' até o dia 28", escreveu o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado, em relatório.

    "Com esse estudo consolidando -mas não fortalecendo- a leitura otimista de investidores, o mercado tende a manter a resiliência de ativos locais, mas sem deixar de observar o clima no exterior", acrescentou.

    Lá fora, a terça-feira foi marcada pela busca por ativos de maior risco, o que fez o dólar perder força ante 21 das 31 principais divisas do mundo.

    Dados mostrarem uma diminuição no ritmo de crescimento da indústria americana no terceiro trimestre, aliviando a pressão sobre um aperto monetário mais rápido nos Estados Unidos. 

    NAOM-Com informações da Folhapress.


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