Campo Grande (MS),

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    19/09/2018

    Justiça Federal autoriza exame psiquiátrico em agressor de Bolsonaro

    Adélio está preso em presídio federal em Campo Grande (MS)

    ©Reuters / Ricardo Moraes
    A Justiça Federal de Minas Gerais autorizou, nesta terça-feira (18), o exame de um psiquiatra particular em Adelio Bispo de Oliveira, 40, que feriu o candidato Jair Bolsonaro (PSL) com uma faca no último dia 6, em Juiz de Fora (MG). Oliveira está preso em presídio federal em Campo Grande (MS).

    Segundo o juiz federal Bruno Souza Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, o exame psiquiátrico vai subsidiar sua decisão sobre autorizar ou não a instauração de um incidente de insanidade, pedido pela defesa.

    Em seu pedido, os advogados requereram que a Justiça instaurasse o incidente de insanidade, suspendendo o processo por 45 dias e admitindo um médico psiquiatra indicado pela defesa como assistente técnico.

    O Ministério Público Federal não concordou com o pedido, e o juiz o negou, afirmando que não havia "nenhum documento que apontasse o efetivo comprometimento da capacidade do investigado em entender o ilícito". Para o magistrado, os elementos até aquele momento comprovavam higidez mental.

    O juiz, no entanto, deu a opção aos advogados de contratarem um médico particular para examinar Oliveira e, com base no exame, solicitar novamente o incidente -o que será feito a partir da decisão desta segunda.

    O advogado de Oliveira, Zanone Oliveira Jr., afirmou que visitará o cliente em Campo Grande ainda nesta semana e levará o médico psiquiatra.

    Na segunda-feira (17), investigadores da Polícia Federal tomaram novo depoimento do agressor. A PF analisa dados de Oliveira para descobrir se ele agiu sozinho.

    ENTREVISTA

    A defesa de Oliveira também comunicou à Justiça Federal que há interesse de um programa de televisão em entrevistar o agressor, afirmando ainda que não se opõe a isso.

    O juiz Savino afirmou que, se as partes interessadas não se opõem, não há motivo para que ele impeça o contato do investigado com a imprensa.

    O magistrado decidiu, porém, que a autorização depende da direção do presídio federal de Campo Grande e do Juízo Federal Corregedor da penitenciária, já que a realização da entrevista afeta a rotina e a segurança da unidade prisional. 

    NAOM-Com informações da Folhapress.


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