Campo Grande (MS),

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    15/09/2018

    Após deixar a prisão, Richa diz que vai retomar candidatura ao Senado

    O tucano, que é candidato ao Senado e estava em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, afirmou ainda que vai retomar a campanha

    ©REUTERS
    Ao deixar a prisão depois de quatro dias detido temporariamente, o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), disse que foi vítima de uma "crueldade enorme". 

    "Eu não merecia o que aconteceu. Mas estou de cabeça erguida e respondo às acusações sem a menor dificuldade", declarou à imprensa, por volta das 0h30 deste sábado (15).

    O tucano, que é candidato ao Senado e estava em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, afirmou ainda que vai retomar a campanha.

    Richa é suspeito de participar de fraudes à licitação e desvios de dinheiro público em obras de estradas rurais no Paraná, durante seu mandato (2011-2018). Ele nega as suspeitas, e sua defesa afirma que a prisão foi "oportunista".

    Ele foi libertado por ordem do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que comparou a prisão a um ato da ditadura militar. 

    O tucano ainda acusou o delator que levantou as suspeitas contra ele, o ex-deputado estadual e antigo amigo de Richa, Tony Garcia -que já foi preso e condenado por crimes financeiros.

    "A sua história de vida não demonstra nenhuma credibilidade. Ao contrário", declarou. "Aí eu pergunto: vale a palavra dele ou a minha palavra?"

    Além dele, foram libertados todos os demais investigados pelo Ministério Público do Paraná, incluindo sua mulher, Fernanda Richa, e o irmão e ex-secretário de Infraestrutura, Pepe Richa.

    O Ministério Público apontou o tucano como principal beneficiário de um esquema de desvio em obras públicas, e defendeu que a prisão preservava provas e impedia a interferência do grupo em testemunhas. 

    NAOM-Com informações da Folhapress.


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