Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    10/03/2018

    Joesley Batista deixa a prisão em São Paulo

    Ele estava detido desde setembro do ano passado na carceragem da Polícia Federal na capital paulista

    © Adriano Machado/Reuters
    O empresário Joesley Batista, dono da J&F, deixou a prisão na noite desta sexta-feira (9) em São Paulo. Ele estava detido desde setembro do ano passado na carceragem da Polícia Federal na capital paulista. Joesley deixou o local sem tornozeleira. O mesmo ocorreu com seu irmão, Wesley, quando deixou a prisão no último dia 21.

    Mais cedo, a Justiça Federal do Distrito Federal havia determinado a soltura de Joesley e do ex-executivo da empresa Ricardo Saud, já que o processo tinha sido enviado a ela pelo ministro do Supremo Edson Fachin, relator da Lava Jato. A competência para julgar o caso foi declinada para a 12ª Vara em Brasília pois os dois não têm foro especial.

    Saud deixou a Papuda, em Brasília, pouco antes de Joesley ser libertado, segundo a assessoria da J&F.

    Joesley foi preso por ter omitido provas em sua delação premiada, firmada com o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

    Ele também é acusado de envolvimento no chamado "quadrilhão do PMDB".

    O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, que tomou a decisão, determinou que Joesley e Saud entreguem seus passaportes, já que não podem se "ausentar do país sem autorização judicial".

    Eles deverão ainda comparecer "a todos os atos do processo", mantendo atualizados os seus endereços.Segundo o magistrado, Joesley estava "encarcerado preventivamente há exatos seis meses, prazo muito supremo aos 120 dias previstos para a conclusão de toda a instrução criminal e flagrantemente aviltante ao princípio da razoável duração do processo".

    Afirmou ainda que, no caso, nem "sequer foi instaurada a instância penal, estando o feito na fase da investigação criminal".

    A PGR pediu a rescisão dos termos a delação, mas ainda falta a medida ser apreciada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    Wesley era acusado pelo crime de "insider trading", ou seja, uso de informação privilegiada para manipular o mercado de ações.

    No caso, a empresa dos irmãos Batista teria obtido lucro ao comprar derivativos de dólar e vender ações da JBS antes da divulgação da delação premiada e lucrar com as oscilações do mercado quando a notícia veio a público. 

    Fonte: NAOM - Com informações da Folhapress.


    Imprimir