Campo Grande (MS),

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    24/02/2018

    Em 5 anos, número de pessoas que desistem de procurar emprego dobra

    Dados do IBGE informam que o total de pessoas em desalento chegou a 4,3 milhões.

    © Reuters / Paulo Whitaker
    O número de pessoas que perderam a expectativa de conseguir um emprego e desistiram de procurar uma vaga de trabalho -chamados pelo IBGE de desalentados- dobrou em cinco anos.

    No final de 2017, o total de pessoas em desalento chegou a 4,3 milhões, segundo dados da PNAD Contínua divulgados na sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Esse é o maior número já registrado pela série iniciada em 2012, quando havia 1,9 milhão de desalentados no país. No fim de 2016, o número era de 3,8 milhões.

    A população desalentada é, segundo o IBGE, aquela fora da força de trabalho por não conseguir emprego, não ter experiência, ser muito jovem ou idosa ou ainda não ter encontrado uma vaga na localidade em que vive.

    "A causa disso pode ser o ambiente econômico, que coloca muita gente na rua desempregada e desestimula a procura por emprego", afirmou o coordenador do IBGE, Cimar Azeredo.

    A taxa de desalento no no final de 2017 representava 3,9% da força de trabalho do Brasil. A maior parte das pessoas nessa situação ( 2,6 milhões de pessoas, ou 59,7% do total) estava no Nordeste.

    SUBEMPREGO

    Também cresceu, na comparação anual, o total de subempregados, que chegou a 23,6% da população na força de trabalho, ou 26,4 milhões de pessoas, contra 22,2% no final de 2016. Na comparação contra o terceiro trimestre de 2017, quando a taxa era de 23,9%, houve ligeira queda.

    Estão em situação de subutilização de sua força de trabalho os desocupados, os subocupados que trabalham menos de 40 horas semanais e aqueles que fazem parte da força de trabalho potencial. Na média anual, a taxa de subutilização foi de 23,8% em 2017, o que corresponde a 26,5 milhões de pessoas.

    Em 2017, a taxa de desemprego no país fechou o último trimestre de 2017 em 11,8%. Com isso, a taxa média anual passou de 11,5% em 2016 para 12,7% no ano passado, a maior da série histórica da pesquisa. 

    Fonte: NAOM - Com informações da Folhapress.


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