Campo Grande (MS),

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    01/12/2017

    Sem reforma, regimes previdenciários no Brasil somariam déficit de R$ 9,23 trilhões

    © Divulgação
    A soma dos déficits do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e do Regime Próprio dos Servidores Civis da União (RPPS) pode chegar a R$ 9,23 trilhões, caso não haja uma reforma previdenciária. A projeção foi divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Ministério da Fazenda. O objetivo é rebater os argumentos de que não existe déficit na Seguridade Social e mostrar que o país precisa passar por mudanças nas regras para aposentadoria.
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    Para esclarecer a dimensão do prejuízo, economistas fizeram a seguinte comparação: se esse valor (R$ 9,23 trilhões) fosse dividido entre todas as crianças e jovens brasileiros de até 25 anos, cada um acumularia uma dívida de R$ 110.274.

    Avaliando a situação, a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, afirma que não há outro caminho a não ser reformar o sistema previdenciário. Para a especialista, se continuar como está, independente do regime, todos vão deixar de receber o benefício. “A questão é que se a gente não resolver esse problema, nem os servidores públicos vão receber a aposentadoria. É isso que precisa ser entendido”, afirmou.

    Ainda de acordo com o documento, em 2007, o prejuízo era de R$ 32,2 bilhões. No ano passado, esse valor subiu para R$ 239,5 bilhões. Em nove anos, o rombo subiu 650%. O economista do Departamento de Assuntos Fiscais e sociais do Ministério do Planejamento, Arnaldo Lima, explica porque isso acontece. “Incluímos 14,6 milhões de pessoas nos últimos 17 anos, aumentamos o valor e a duração do benefício. Ou seja, estamos incluindo mais pessoas, por mais tempo, com um valor maior”, ponderou.

    Segundo projeção da Secretaria de Previdência do Ministério do Planejamento, o déficit da Previdência deve chegar a 181 bilhões de reais, este ano. Em 2016, o déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), dos trabalhadores rurais e da iniciativa privada, alcançou o recorde de R$ 149,73 bilhões.

    Fonte: Agência do Rádio Mais
    Por: Marquezan Araújo e Karenina Moss


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