Campo Grande (MS),

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    02/12/2017

    Puccinelli nega ser chefe de esquema investigado pela Lama Asfáltica em MS

    Ex-governador de MS foi eleito presidente regional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), durante convenção nesta manhã (2).

    Convenção regional do PMDB neste sábado (2) (Foto: Fabiano Arruda/TV Morena)
    O ex-governador André Puccinelli foi oficializado neste sábado (2), em Campo Grande, como presidente regional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ele passa a ocupar o lugar do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi. Na convenção, que reuniu cerca de duas mil pessoas na Associação Nipo Brasileira, Puccinelli falou pela primeira vez sobre a operação Lama Asfáltica e negou todas as acusações.

    "Não é verdade. Eu confio na justiça dos homens e de Deus", disse Puccinelli. Desde o início das investigações, há dois anos, ele nunca havia se pronunciado. O ex-governador é apontado, por uma força-tarefa que envolve Polícia Federal, Receita Federal e Controladoria Geral da União (CGU), como chefe de um esquema criminoso que desviava dinheiro público por meio de licitações fraudulentas e superfaturamento de obras.

    Puccinelli e o filho, André Puccinelli Júnior foram presos em casa no dia 14 de novembro, na capital sul-mato-grossense, durante a 5ª fase da Lama Asfáltica, denominada Papiros de Lama.

    Investigação

    As investigações sobre o suposto esquema de corrupção tiveram início em 2013. Na primeira fase da apuração, foi verificada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública, mediante corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

    Em análise a material apreendido na primeira fase da operação, a CGU e a Receita Federal verificaram indícios de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de tais valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.

    Primeira fase

    Em fevereiro, o Ministério Público do Estado (MP-MS), denunciou 40 pessoas por envolvimento em corrupção em obras públicas de Mato Grosso do Sul. Esses denunciados tinham sido investigados pela PF. Na época, R$ 84 milhões em bens foram bloqueados.

    A operação foi deflagrada em 9 de julho de 2015, cumprindo 19 mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas que tinham contratos com o poder público. A PF e a Receita Federal também foram à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). De acordo com o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, quatro servidores foram afastados na época.

    Na lista de obras investigadas na primeira fase estão o Aquário do Pantanal e as rodovias MS-171, MS-228 e MS-187. Todas foram executadas na administração de André Puccinelli (PMDB). Na época, a assessoria do ex-governador informou que "todas as contratações seguiram rigorosamente a legislação vigente e aplicável ao caso" e "os pagamentos efetuados foram feitos após verificação dos fiscais de cada uma das obras.

    Por G1 MS


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