Campo Grande (MS),

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    04/12/2017

    A Previdência virou obsessão para o governo

    Próxima quarta-feira seria o dia de votação previsto pelo Planalto, mas os planos naufragaram por falta de votos positivos

    Michel Temer: esperança é manter a votação da reforma na Câmara dos Deputados ainda para 2017
    A semana do presidente Michel Temer será de últimos esforços para fazer da reforma da Previdência uma promessa que saiu do papel.

    A próxima quarta-feira seria o dia de votação previsto pelo Planalto, mas os planos naufragaram por falta de votos positivos.

    No lugar de levar o texto a Plenário, haverá uma reunião do comando da articulação política do governo para contar votos. A esperança é manter a apreciação dos deputados ainda para 2017.

    O prognóstico é ruim. Enquete feita pelo jornal Folha de S. Paulo na semana passada mostra que 212 deputados declararam-se contrários ao texto reduzido apresentado pelo governo.

    Considerando que todos os outros votassem favoráveis à reforma, ainda seriam necessários mais sete votos para aprová-la.

    Com o show de emendas liberadas para poupar o mandato do presidente com o arquivamento das denúncias contra Temer, não há alternativa senão distribuir cargos.

    A posição que ainda pode “comover” o centrão é a Secretaria de Governo, ocupada pelo tucano Antonio Imbassahy. Temer, contudo, precisa dos peessedebistas.

    Na enquete da Folha foram oito os deputados do PSDB que disseram ser contra o texto. Alas do partido insistem que haja apoio incondicional à reforma, inclusive por parte do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

    Segundo a Revista EXAME apurou, nesta terça-feira Alckmin pretende – aconselhado por aliados – engrossar o tom do apoio e recomendar à bancada tucana que feche questão em relação à Previdência na véspera da reunião.

    O PR vai recorrer a Valdemar Costa Neto para influenciar deputados. Para tentar melhorar os números na quarta-feira, o presidente Temer almoçou ontem com o Centrão e jantou com os tucanos e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

    Tentou garantir que os setores afetados pela reforma são uma minoria e fariam pouca pressão sobre os parlamentares.

    Uma boa notícia para o governo: o desembargador Hilton Queiroz, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, revogou a proibição do governo de veicular publicidade a favor da reforma a partir desta segunda-feira.

    Faltam 19 dias para o recesso parlamentar de fim de ano.

    Por EXAME Hoje


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