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    segunda-feira, 13 de novembro de 2017

    OPINIÃO| O comunismo chique de Manuela D’Ávila

    A deputada afirmou, em entrevista recente, que a crise estamos vivendo "é a crise do capitalismo" © Divulgação
    Ao ficar sabendo que a comunista chique Manuela D'Ávila irá lançar-se como candidata à presidência da república, fica evidente que levar a política brasileira a sério deixou ser impraticável, para tornar-se uma completa e total impossibilidade. 

    Manuela D'Ávila é integrante daquela turminha de comunistas de butique, do partidozinho da foice e do martelo, que acham o comunismo um movimento "cool" e "descolado", e acredita piamente que a crise que estamos vivendo "é a crise do capitalismo", de acordo com as suas próprias palavras – claro, tenho certeza absoluta de que a magnífica, formidável e incorruptível gestão do PT não teve absolutamente nada a ver com isso –, proferidas recentemente em entrevista a um dos muitos órgãos de imprensa nacionais, que avolumaram-se em redor da deputada, para especular sobre a sua candidatura. 
    Manuela D'Ávila, na disputa presidencial pelo PCdoB, é deputada estadual do Rio Grande do Sul.
    Além da ignorância sobre economia, essa turminha moderninha e surreal, integrante da elite governamental que usufrui dos elevadíssimos salários e dos incontáveis benefícios e privilégios propiciados pelo robusto, deficiente e improdutivo funcionalismo público brasileiro, esquecem - ou convenientemente tornam-se obtusos - para o incontestável fato de que o estado, com toda a sua obesidade mórbida, na verdade é o verdadeiro responsável pela estagnação econômica do país, decorrente do parasitismo e da paralisia agressivamente imposta pela brutal e excessiva extorsão do setor público praticado sobre a iniciativa privada. Mas a realidade essa turminha se recusa terminantemente a enxergar. Afinal de contas, comprometeria o crescente fluxo do capitalismo de estado que eles tanto idolatram e glorificam, e do qual se aproveitam implacavelmente, sem pensar duas vezes, para tornarem-se ostensivamente ricos. Ao mesmo tempo que, concomitantemente, demonizam com veemência o capitalismo de mercado, e fazem de tudo para drená-lo e amputar as suas vertentes, desta maneira empobrecendo ostensivamente a população. Assim agem os comunistas chiques. 

    Mas a culpa nunca é do estado. É sempre do capitalismo. 

    Santos, invioláveis e íntegros foram os comunistas soviéticos de 1917, euforicamente celebrados por essa turminha descolada e altruísta do PcdoB e do PSOL, que foram até a Rússia celebrar o centenário da revolução bolchevique. Uma celebração a respeito da qual os próprios russos são indiferentes. 

    Ao ver comunistas chiques como Manuela D'Ávila se candidatando à presidência da república, e depois descobrir que mais de 1600 militantes do PSOL e do PCdoB viajaram à Moscou para comemorar o centenário da revolução bolchevique, é inevitável chegar à conclusão de que, no Brasil, longe de ser um movimento do proletariado, o comunismo se tornou um passatempo da elite burguesa. Da elite política burguesa, convém ressaltar, constituída de indivíduos que não se envergonham nem um pouco em surrupiar o dinheiro do contribuinte com impostos cada vez mais brutais e impagáveis, para viver uma vida de luxo, conforto e viagens internacionais, realizadas com o objetivo de celebrar um evento que deu início a um dos maiores morticínios da história humana. E que, repito, é impreterivelmente irrelevante para os habitantes locais. 

    Esses "comunistas" de Airbus de primeira classe, com direito a champanhe francês e pão de trigo com gergelim, fariam no mínimo, Lênin querer se atirar de um precipício, depois de tomar sete garrafas de veneno. Depois certamente sem dúvida nenhuma com toda a certeza absoluta pediria para matarem ele de novo.

    Triste é constatar que essa gente não tem nem sequer a mais vaga noção do que de fato é comunismo, acham que Cuba é livre, realmente acreditam que são comunistas, e pensam que representam o povo, com suas roupas de grife, viagens anuais de férias a Miami, iphone da Apple, Camaro 0 km recém-saído da concessionária e casa de praia em Alagoas com dois mil metros quadrados, piscina, quiosque e churrasqueira, em um amplo e arborizado condomínio fechado, repleto de seguranças e sistemas de alarme, além de cozinheiro, criados, babá para os filhos, cinco cachorros de raças exóticas, adega de vinhos importados e sauna, entre muitos outros privilégios e confortos, que o muitíssimo bem-remunerado funcionalismo público brasileiro garante aos seus, graças à descomunal extorsão violenta, praticada contra a iniciativa privada. 

    Aqui, na Terra Brasilis, a incompetência é uma matéria prima tão fundamental que conseguiram transformar o comunismo no maior espetáculo de comédia que já se viu sobre a face da Terra.

    O comunismo deu errado em todos os países por onde passou. 

    Mas no Brasil, definitivamente, mereceria menção honrosa.




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