Campo Grande (MS),

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    30/11/2017

    O pessimismo com a Previdência toma conta de Brasília

    Nem a contagem mais positiva dos aliados de Temer fica perto de somar os 308 votos necessários para a aprovação da Proposta

    Reforma da Previdência: maioria dos líderes aliados diz que não há mais de 250 parlamentares dispostos a votar com o governo (Adriano Machado/Reuters)
    A menos de uma semana da data pretendida pelo governo para a votação da reforma da Previdência – a próxima quarta, dia 6 -, otimismo não é uma palavra que circula pelas rodas de parlamentares em Brasília.

    Ao contrário, nem a contagem mais positiva fica perto de somar os 308 votos necessários para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que mudará as regras previdenciárias do país.

    Ainda assim, como informa o jornal Valor nesta quinta-feira, o governo estuda levar a pauta a votação.

    A maioria dos líderes aliados diz que não há mais de 250 parlamentares dispostos a votar com o governo.

    Ontem, em entrevista ao site G1, o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), disse que “nem se fosse mágico ou trouxesse o Papa Francisco para cá, não conseguiria reunir quórum para aprovar a reforma da Previdência”.

    Ainda completou afirmando que, mesmo que haja quórum, serão mais votos contrários do que favoráveis à proposta. A lógica que toma conta da Câmara é que uma reforma assim se vota em começo de mandato, não em fim.

    Para tentar reverter a situação, o presidente Michel Temer marcou para domingo uma reunião com ministros e líderes de partidos.

    A ideia é cobrar os líderes para que a maior parte dos deputados da base votem a favor da reforma. Muitos dos partidos contam, hoje, mais votos contrários do que favoráveis.

    Existe a possibilidade que a votação seja adiada se o governo analisar que o tempo até o dia 6 é curto. Se isso acontecer, o primeiro turno seria no dia 13 e o segundo, no dia 20.

    O último dia de trabalhos antes do recesso é dia 22, mas ninguém espera que haja quórum na última semana. Dessa forma, se o Planalto conseguir que o texto seja apreciado ao menos uma vez neste ano, pode se dar como vencedor.

    Como, na prática, os parlamentares só voltam das férias em 2018 após o carnaval e em ano eleitoral ninguém quer ouvir falar de uma pauta tão impopular, a reforma da Previdência está por um fio.

    Por EXAME Hoje


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