Campo Grande (MS),

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    04/11/2017

    No Rio, Toplessaço ganha tom de protesto contra polêmicas nas artes

    Com os seios à mostra, quatro mulheres posaram na praia de Ipanema, na zona Sul, segurando uma faixa escrita "liberdade"

    © Reuters / Pilar Olivares
    Em sua quarta edição, a manifestação Toplessaço, no Rio, ganhou neste ano um tom de protesto contra as críticas a exposições artísticas com nudez, como as que ocorreram no MAM, em São Paulo.

    As manifestantes também protestaram contra ações da prefeitura do Rio impedindo a realização de eventos culturais nas ruas da cidade.

    Na última delas, no dia 22, fiscais tentaram suspender o ensaio do bloco Tambores de Olokum no Aterro do Flamengo, na zona Sul.

    Com os seios à mostra, quatro mulheres posaram na praia de Ipanema, na zona Sul, segurando uma faixa escrita "liberdade".

    "A ideia é tentar naturalizar a nudez. De tanto ver, não é possível que não se possa naturalizar", afirmou uma das organizadoras, a jornalista e produtora de cinema Ana Paula Nogueira.

    Ela comentou os acontecimentos em São Paulo, que começaram com a divulgação de um vídeo mostrando uma criança tocando um homem nu em performance no MAM.

    "Deixar de naturalizar um corpo nu para uma criança é criar um adulto com olhar sexualizado para a nudez", comentou. "Nudez não é sexo".

    O evento teve sua primeira edição em 2013, em protesto contra repressão sofrida pela atriz Cristina Flores, que foi obrigada a vestir uma blusa enquanto fazia topless na praia em novembro daquele ano.

    Neste ano, o prefeito Marcelo Crivella foi um dos alvos. "O Rio está ficando conservador. Se as pessoas não botarem a cara na rua, a gente vai ser massacrado", disse Nogueira.

    As mulheres estiveram no protesto realizado no dia 12 de outubro em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR) que, por determinação de Crivella, cancelou negociações para trazer à cidade a exposição Queermuseu.

    "Só se for (realizada) no fundo do mar", afirmou Crivella em vídeo irônico gravado para reforçar sua posição contra a mostra.

    Presente ao Toplessaço com os dois netos, um de três e outro de seis anos, a aposentada Marize Andrada aplaudiu a iniciativa.

    "Eles têm que aprender desde cedo que, não interessa a situação, têm que ter respeito pelas pessoas." 

    Fonte: NAOM - Com informações da Folhapress.


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