Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 14 de novembro de 2017

    Justiça mantém prisão de Puccinelli, do filho e outros dois em audiência

    Atual etapa da investigação - deflagrada hoje - aponta desvio de R$ 235 milhões

    Puccinelli e o filho deixam a Polícia Federal para audiência custódia. (Marcos Ermínio)
    André Puccinelli, André Puccinelli Junior, Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves vão continuar presos de forma preventiva. A confirmação é do juiz Ney Gustavo Paes de Andrade, durante audiência de custódia que ocorreu no fim da tarde desta terça-feira (14).

    Os quatro são implicados na 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Papiros de Lama, que identificou prejuízo aos cofres estaduais de R$ 235 milhões.

    Antes de chegarem à sede da Justiça Federal, no Parque dos Poderes, - onde ocorreu a audiência de custódia -, os presos estavam na Polícia Federal, na Vila Sobrinho.

    A operação foi feita em conjunto da PF, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal. Ao ex-governador Puccinelli, os investigadores atribuem a chefia do grupo criminoso. André seria o beneficiário e garantidor do esquema de propina com a JBS, que teria repassado no mínimo R$ 20 milhões.

    Papiros de Lama - A Polícia Federal, em conjunto com a CGU (Controladoria Geral da União) e a Receita Federal, deflagrou nesta manhã a 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Papiros de Lama. Além de Puccinelli e do filho dele, também foram presos os advogados Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves, ambos ligados ao Instituto Ícone, de ensino jurídico, e portanto, a Puccinelli Júnior.

    Seis pessoas foram levadas para depor (alvos de mandados de condução cercitiva): André Cance, João Maurício Cance, João Amorim, João Baird, Mirched Jafar Júnior e Antonio Celso Cortez.

    A PF foi também às ruas de Campo Grande, Aquidauana, Nioaque e São Paulo (SP) vasculhar 24 endereços.

    Conforme a PF, a operação tem como alvo uma organização criminosa que teria causado pelo menos R$ 235 milhões em prejuízos aos cofres públicos. Bens das pessoas investigadas, que somam R$ 160 milhões, foram bloqueados.

    Fonte: campograndenews
    Por: Mayara Bueno e Guilherme Henri


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