Campo Grande (MS),

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    28/11/2017

    Joesley se cala e irrita Marun: 'Mafiosinho de terceira categoria'

    Dono da JBS não respondeu às perguntas de deputados e senadores em CPIs

    © Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Em reunião conjunta da CPMI da JBS, na Câmara, e da CPI do BNDES, no Senado, o empresário Joesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, optou por permanecer calado e não responder às perguntas dos deputados e senadores.

    A postura provocou a ira do deputado Carlos Marun (PMDB-MS). "O senhor, que era um mafiosinho de terceira categoria, resolveu achar que era um Al Capone", atacou. "Eu acho que o senhor nem é tão bandido quanto o senhor confessa ser", prosseguiu.

    As críticas de Marun atingiram ainda o ex-procurador-geral Rodrigo Janot e o ex-chefe de gabinete dele, Eduardo Pelella, conforme informações de O Globo.

    Segundo o deputado, Joesley teria sido "convencido" a gravar o presidente Temer, e que esperava contar com "boa vontade" do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin para homologar a delação, por ter auxiliado ele durante sua campanha para nomeação ao cargo.

    Os ataques, no entanto, não surtiram efeito. “Joesley vai continuar colaborando com a Justiça, mas a orientação é a mesma feita ao Wesley (irmão de Joesley, também controlador da JBS): de usar o direito constitucional de se manter em silêncio”, explicou o advogado do empresário, Ticiano Figueiredo.

    O presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), diante do silêncio de Joesley Batista, anunciou que deve pedir à Justiça a revogação da delação premiada dos controladores da JBS. 

    O senador alegou que a Lei das Delações Premiadas obriga o delator a abrir mão do silêncio. A mesma atitude já havia sido adotada por ele, quando da opção de Wesley por não falar.

    Os irmãos estão presos, suspeitos de usar informações privilegiadas para obter lucro com compra de dólares e venda de ações da própria JBS antes da divulgação do acordo de colaboração que fizeram com o Ministério Público.

    As operações financeiras foram realizadas entre 3 de maio, quando da assinatura do acordo de delação premiada, e o dia 17 de maio, quando foi divulgada a gravação entre Joesley e o presidente Michel Temer. Eles também são investigados pela comissão por irregularidades na formalização dos acordos de colaboração firmados com o Ministério Público e homologados pelo STF.

    Fonte: NAOM


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